Deezer desafia rivais com qualidade de áudio FLAC e Flow por IA | Análise / Review

há 15 horas 2

Criado em 2007 com origem francesa, o Deezer é uma plataforma de streaming musical que se posiciona atualmente como um dos principais serviços de áudio no mundo. Em um setor onde a disputa por assinantes é intensa, a empresa foca na entrega de alta fidelidade sonora e em recursos especiais ao usuário.

Será que esses diferenciais o tornam mais interessante que seus concorrentes no setor? O TudoCelular testou em uma assinatura Deezer Premium Family cedida pela empresa e conta os detalhes a você nesta análise.

Cat?logo e curadoria

O acervo da plataforma ultrapassa a marca de 120 milhões de faixas, número que coloca o Deezer em pé de igualdade com seus rivais de peso. Além das músicas, o catálogo integra uma vasta seção de podcasts.

Apesar de a curadoria humana exercer papel fundamental, o serviço aproveita bastante de IA na descoberta de músicas que combinem com você e na própria identificação de músicas criadas por inteligência artificial, para evitar que elas cheguem com facilidade até o usuário e deixem de lado artistas reais.

No período todo dos testes, não chegamos a encontrar qualquer canção do tipo. A parte de aprendizado de máquina também se mostrou eficiente para oferecer faixas e álbuns personalizados que combinassem com meu estilo mais “flashback”.

Por falar nisso, é importante destacar que nem todos os serviços oferecem algumas faixas bastante específicas de quem tem um gosto como este que vos tecla. Mesmo assim, o Deezer surpreendeu em alguns dos casos, como nas presenças da gravação em espanhol da música “Angels”, de Robbie Williams, e na versão original de “Te Cuida Meu Bem”, cantada por Patrícia Marx. Em contrapartida, alguns outros clássicos ficaram de fora, como “Ela Partiu”, do Tim Maia.

Interface e recursos

A interface atual reflete a renovação visual aplicada em 2023, com foco na modernidade e na fluidez. No geral, o Deezer sempre se caracterizou por ter um design bastante amigável e intuitivo, seja no celular, no computador ou mesmo na integração com sistemas automotivos, como Android Auto e Apple CarPlay.

Você terá no aplicativo para smartphones uma navegação baseada em quatro abas: o Início, onde encontrará playlists e conteúdos fixos no topo, favoritos logo em seguida e tocados recentemente mais abaixo; o Explorar, no qual ficam os podcasts, rádios e o Shaker, responsável por compartilhar um mix de conteúdos em grupo, além dos destaques do momento e uma divisão por gêneros musicais; a Biblioteca, que contém suas listas e downloads; e a Busca, responsável pela descoberta manual de músicas.

Já no app para PCs com Windows, as seções também estão presentes e percebemos uma interface ainda mais limpa que concorrentes, como o Spotify. Você não terá, por exemplo, aquela barra lateral com informações sobre o artista ou o álbum, algo que pode fazer falta para quem deseja maior contexto sobre o que está escutando, em troca de maior foco na experiência musical em si.

O diferencial do algoritmo é o Flow, um recurso de inteligência artificial que cria uma trilha infinita com base no histórico do ouvinte. Dá para personalizar essa playlist com os gêneros considerados mais ouvidos por você e deixar a plataforma fazer a magia. Bom para quem deseja ouvir canções que gosta sem perder tempo com buscas do que ouvir.

Entre as funcionalidades, o SongCatcher é outro destaque. Ele identifica faixas de fontes externas tocadas ao redor e até mesmo trechos cantarolados pelo usuário. Algo bastante similar à ferramenta “Pesquisar uma música” do app do Google, mas com a facilidade de colocar para tocar a obra encontrada no mesmo momento e ainda adicioná-la às suas favoritas.

Outra boa inclusão é a função de letras sincronizadas, que inclui opção de ter as traduções discretas abaixo de cada verso e um modo que facilita a prática de karaokê diretamente no aplicativo.

Isso porque a exibição avança por palavra em várias das músicas, e não por linha completa. Uma pena não estar disponível em todas as faixas do catálogo – principalmente em alguns clássicos. Também é possível encontrar falta de sincronização em alguns casos, com opção de reclamar com a própria plataforma para pedir por uma correção.

Uma pena não haver mais por aqui o Deezer Connect, descontinuado em maio de 2025. Ele permitia ao usuário controlar o player de um dispositivo distinto. Era possível, por exemplo, pausar uma música em reprodução no celular pelo aplicativo no computador.

Como o nosso teste foi em uma assinatura família, vale ressaltar o bom formato para compartilhar a sua conta. É possível escolher entre ter diferentes perfis em um mesmo login ou convidar uma pessoa a entrar no grupo com seu próprio acesso. Uma flexibilidade bastante agradável.

Qualidade de som

A qualidade sonora do Deezer possui quatro níveis, conforme a taxa de bits: Básica (64 kb/s), Padrão (128 kb/s), Alta (320 kb/s) e Altíssima (1.411 kb/s). As três primeiras utilizam o formato MP3, enquanto a última – fora das contas grátis – integra o padrão FLAC para áudio sem perdas.

Essa taxa maior garante fidelidade idêntica à de um CD físico e supera os 320 kb/s oferecidos pelo plano padrão do principal rival, o Spotify, apesar de ficar atrás do que entregam outros concorrentes, como Tidal, Amazon Music e Apple Music.

A clareza nos agudos e a profundidade nos graves tornam o Deezer uma boa escolha mesmo para fones de ouvido de alta resolução. Se você for audiófilo, é provável que sinta falta de um pouco mais de definição em músicas incompatíveis com o padrão Hi-FI, mas ainda assim pode ser uma dificuldade não sentida por boa parte dos usuários.

Um ponto positivo da experiência é a possibilidade de explorar caixas de som inteligentes, como as da linha Echo, com boa integração com assistentes virtuais, tais quais Alexa e Google Assistente. Essa facilidade ajuda a compensar a ausência de taxas maiores com dispositivos poderosos para reproduzir as canções.

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Considera??es finais

O Deezer tem a sua posição consolidada como uma ferramenta indispensável para entusiastas de música. Embora a versão gratuita apresente limitações comuns ao mercado, o plano pago entrega um pacote satisfatório de áudio disponível atualmente.

A combinação de um catálogo vasto, recursos de identificação sonora e uma interface renovada são os principais pontos positivos para quem busca por uma boa experiência de áudio.

Por outro lado, a falta de definições superiores de áudio em relação a alguns dos rivais mais baratos e a perda do recurso de conexão formam a parte negativa desta plataforma e deixam para o Flow e o SongCatcher a responsabilidade de serem os diferenciais mais competitivos do serviço.

O Deezer está disponível na sua versão paga em planos Premium, por R$ 24,90/mês; Duo – com até duas contas –, a partir de R$ 32,90 mensais; e Family – para até seis usuários –, na mensalidade de R$ 39,90.

Se a sua dúvida for entre Deezer e Spotify, o segundo sairá mais barato no individual e no duplo, enquanto o primeiro está mais em conta no pacote família, além de ter melhor qualidade máxima. Contra o Amazon Music, o Deezer vence no preço em todas as modalidades e entrega uma interface mais intuitiva, porém fica atrás na taxa de bits.

Já na concorrência com Tidal e Apple Music, estes dois levam a melhor nos valores e na qualidade de som, se a sua prioridade for alguma delas. Mas a plataforma do Deezer e sua boa integração com mais speakers e assistentes tornam a sua contratação mais vantajosa.

E aí, qual é a sua avaliação sobre o Deezer? Acredita que a plataforma oferece mais diferenciais em relação aos seus principais rivais no segmento de streaming musical? Diga para a gente.

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