Fernando Silveira (gerente sênior de parcerias de viagens para as Américas); e Alexandre Francato (gerente de vendas corporativas para as Américas). Imagem: Danilo Paulo/TeletimeA Holafly tem atuado na Europa como uma das escolhas de conectividade em viagens internacionais. Agora, a empresa iniciou uma ofensiva para ampliar sua atuação no segundo mercado mais populoso das Américas: o Brasil.
Não são apenas os turistas tradicionais que estão no radar da companhia. O País é visto como um dos mercados mais promissores para a expansão de sua divisão corporativa. Por isso, a companhia espanhola ampliou a equipe de colaboradores por aqui.
"O Brasil é uma aposta muito grande para nós, tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo potencial de crescimento. Estamos fazendo um trabalho muito forte no País e a empresa vai entrar com marketing muito forte", contou em entrevista ao TELETIME o gerente sênior de parcerias de viagens para as Américas, Fernando Silveira.
A estratégia também inclui expansão da presença comercial junto a empresas que possuem equipes em viagens internacionais. Atualmente, o México lidera a geração de leads B2B da Holafly nas Américas, seguido pela Colômbia.
Modelo de negócios
A Holafly atua globalmente na oferta de eSIMs para viagens internacionais e já vendeu mais de 15 milhões de unidades. Não há comercialização de chips físicos. A ativação ocorre de forma remota.
A linha é destinada exclusivamente para acesso à Internet, sem oferta de voz ou SMS, com planos de dados ilimitados.
A companhia relatou ao TELETIME que atende mais de 3 mil empresas globalmente. Entre os clientes estão nomes como Bradesco, Porto (ex-Porto Seguros), Tramontina, Deloitte, Volvo, Nike, Puma, BBVA e Iberia.
Um argumento da operadora móvel virtual para atrair o público corporativo baseia-se na mitigação de riscos associados à cibersegurança de funcionários em trânsito. A Holafly argumenta que o uso de redes públicas de Wi-Fi em aeroportos, hotéis e cafés converteu-se em um vetor crítico de vulnerabilidade e que organizações já estão de olho nesses riscos.
"Esse tema é muito importante para o B2B, porque a maioria dessas empresas grandes são auditadas também nessa área de segurança digital", comentou o gerente de vendas corporativas B2B para as Américas da Holafly, Alexandre Francato.
De acordo com ele, essa é a razão pela qual a Holafly também apostou na adoção de canais de conectividade móvel criptografada com serviço de VPN incluso.
Operadoras tradicionais
Francato disse que a empresa também busca se posicionar como uma alternativa aos serviços tradicionais de roaming internacional oferecidos pelas grandes operadoras móveis.
"Nós sabemos da grande deficiência que as grandes operadoras, principalmente na América Latina, têm em relação à atenção ao cliente e ao suporte. São horas para solucionar algum tíquete pequeno. No caso da Holafly, são minutos", comentou Francato.
Atualmente, a empresa utiliza a rede da Vivo para atender turistas estrangeiros no Brasil, mas afirma já ter mantido acordos comerciais com Claro e TIM.
"Obviamente há uma relação de parceria [com as grandes operadoras]. Quando um estrangeiro vai a um país e utiliza a Holafly, ou uma concorrente nossa, no final, ele está consumindo os dados delas e gerando receita para elas, as operadoras tradicionais", disse Silveira.
eSIM no Brasil
A aposta da Holafly no mercado brasileiro ocorre em um momento em que o País vem ampliando a adoção da tecnologia eSIM.
Em estudo divulgado neste ano pela própria empresa, o Brasil apareceu na 24ª posição entre 50 países avaliados no Global eSIM Index 2026.
Apesar de ocupar a primeira posição entre os países latino-americanos analisados, essa posição no ranking de prontidão para adoção de chips virtuais por aqui fica abaixo de países com população menor a do Brasil (como Estônia, Canadá, Suíça e Finlândia, por exemplo).
O levantamento apontou como principais obstáculos à adoção em massa do eSIM no Brasil exigências regulatórias relacionadas à ativação remota dos chips e ao cadastramento de usuários.
Segundo o relatório, regras associadas à validação biométrica e à identificação dos titulares das linhas podem aumentar a complexidade do processo de ativação quando comparadas a outros mercados.
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há 2 semanas
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