Apple dispara 31% e Motorola cai em novo ranking de celulares da Am?rica Latina
21 de maio de 2026 0
Um relatório da consultoria Omdia divulgado nesta quarta-feira, 20, revela um cenário de contrastes no mercado de celulares da América Latina. Embora a Samsung mantenha a liderança isolada nas vendas do primeiro trimestre de 2026, os números consolidados nesta quinta-feira, 21 de maio, mostram um salto da Apple e um recuo expressivo da Motorola.
A fabricante do iPhone registrou a maior taxa de crescimento da região com um aumento de 31% na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo sucesso da linha iPhone 17 e um desempenho excepcional no México. Mesmo com o avanço, a gigante de Cupertino segue na quinta posição geral em um mercado cada vez mais concentrado.
Fora a Motorola, as outras quatro maiores fabricantes da região tiveram crescimento no período analisado, e aumentaram a concentração. As empresas menores, que somavam 20% da fatia de vendas em 2025, agora detêm apenas 16%.
No topo do ranking, a Samsung alcançou 37% de participação e vendeu 12,9 milhões de aparelhos. Esse leve crescimento de 9% no volume garantiu o melhor índice da empresa sul-coreana desde o começo de 2023, graças à força da linha Galaxy A. A Xiaomi aparece logo atrás com 17% do mercado e 6 milhões de unidades entregues, puxada pelo sucesso da família Redmi Note 15.
A Honor fecha o grupo principal na quarta colocação com 10% da fatia e um desempenho sólido nas faixas mais acessíveis. A fabricante chinesa também teve um crescimento impressionante no período, com 30% mais celulares negociados na América Latina nesses primeiros meses de 2026 do que no início de 2025.
Motorola perde espaço
Na contramão dos concorrentes, a Motorola foi a única empresa do top 5 a perder espaço entre os consumidores latinos, apesar de se manter em segundo no Brasil. A marca encolheu 5% e estacionou em 14% de participação, um declínio provocado sobretudo pela queda nas vendas de aparelhos de entrada como o Moto G06 e o Moto G17, que custam entre 100 e 200 dólares.
No cenário geral, o continente registrou um aumento de 3% no volume com 34,8 milhões de celulares novos. Contudo, essa alta no primeiro trimestre esconde um alerta importante para os próximos meses, pois o custo de fabricação das memórias RAM e do armazenamento interno subiu de forma significativa, e esse repasse de preços deve chegar aos consumidores em breve.
Miguel Ángel Pérez, analista sênior da Omdia, explica que as lojas seguraram os valores até o momento. "Embora os custos crescentes de RAM e armazenamento ainda não fossem visíveis nos preços médios de venda no primeiro trimestre, a pressão é real e será sentida mais claramente no segundo semestre", afirma.
O especialista detalha que o varejo antecipou compras para proteger os preços, mas a situação deve mudar em breve. "As entregas antecipadas ajudaram a sustentar as vendas aos consumidores, mas à medida que os preços de varejo começarem a refletir os custos mais altos de memória a partir do término do segundo trimestre, a demanda provavelmente diminuirá", completa.
A pesquisa aponta que o impacto baterá mais forte nos celulares básicos, categoria responsável por 70% de todo o consumo na região.
Veja tamb?m
8.3 Hardware
6.5 Custo Benef?cio
.png)



English (US) ·
Portuguese (BR) ·