Em 2024, o tráfego automatizado ultrapassou o humano na internet pela primeira vez em uma década, chegando a 51% do total, com bots maliciosos respondendo por 37% — um salto de 32% em 2023. O relatório Bad Bot 2025, da Imperva, aponta a IA generativa como o grande catalisador: ferramentas acessíveis como ChatGPT e ClaudeBot baixaram a barreira para criar bots sofisticados, que agora analisam falhas, refinam ataques e evadem detecções. Para empresas brasileiras, isso significa mais fraudes em e-commerces e fintechs, onde o Brasil ficou em 5º no ranking global de alvos, com 6% dos ataques
Como a IA transformou Bots em armas de precisão
Bots ruins não são novidade — desde 2015, eles representam uma fatia crescente do tráfego bot, de 19% para 37% em 2024. Mas a IA mudou o jogo. Antes, só experts codavam scripts complexos; agora, qualquer um gera bots com prompts simples. O relatório detalha: atacantes usam IA para iterar falhas, criando variantes que imitam humanos com movimentos de mouse e cliques realistas. Resultado? 55% dos ataques são moderados ou avançados, e bots simples explodiram para 45%, graças à automação barata.
A Imperva diz que bloqueou 2 milhões de ataques IA por dia em 2024, com ByteSpider Bot liderando (54%), seguido de AppleBot (26%) e ClaudeBot (13%). Esses bots spoofam crawlers legítimos para burlar whitelists. Pense como um ladrão que aprende com cada sirene falha: a IA testa, falha, ajusta e volta mais esperta. No Brasil, com mobile banking em alta, isso amplifica riscos em apps como Nubank ou PicPay, onde credential stuffing vira rotina.
Impactos reais: do caixa eletrônico ao carrinho de compras
Os números falam alto. Ataques de account takeover (ATO) cresceram 40% em um ano, com bots IA automatizando brute-force em APIs — 44% dos bots avançados miram esses endpoints. No varejo global, bots simples subiram, mas avançados ainda dominam 59% do tráfego ruim; no Brasil, com 9% dos ataques nas Américas (depois dos EUA), e-commerces sofrem scalping e abandono de carrinhos, distorcendo métricas como look-to-book em viagens (27% dos ataques globais);
Top 5 países mais atacados por bots globalmente em 2024:
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1º EUA: 53%
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2º UK: 6%
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3º Canadá: 6%
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4º França: 5%
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5º Brasil: 3%
Uma agência global de talentos perdeu ROI em campanhas porque 83% do tráfego era bot, inflando analytics falsos. Aqui, imagine uma Black Friday brasileira: bots esgotam estoque de iPhones antes do humano piscar, revendendo no Mercado Livre por dobro. Regulamentações como LGPD cobram multas pesadas por vazamentos, e chargebacks corroem margens. Empresas pequenas, sem WAF avançado, pagam o preço: lentidão no site, perda de confiança e receita evaporada.
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há 1 mês
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