O Tesouro Nacional aprovou, nesta quinta-feira, 18, o empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios, mediante apresentação de Plano de Reestruturação da empresa, com garantia da União, caso a estatal não consiga quitar a dívida. A taxa de juros ficou em 115% do CDI, abaixo do valor teto estipulado pelo Tesouro para este tipo de operação, de 120% do CDI.
Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilEm nota, o Tesouro afirmou que as taxas de juros do empréstimo estão dentro dos padrões. “A operação respeitou o limite de taxa de juros estipulado pelo Tesouro Nacional para operações com aval da União e atendeu aos requisitos para a análise da capacidade de pagamento de empresas estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes”, diz o texto.
Ainda segundo a nota do Tesouro, a proposta aprovada representará uma economia de aproximadamente R$ 5 bilhões em juros para os Correios, se comparada a proposta anteriormente apresentada pela estatal e negada pelo Tesouro.
Agora, mediante aval do Tesouro, e com garantia da União, os Correios podem assinar o contrato do empréstimo com as instituições financeiras que participam das negociações.
Um pool de cinco bancos emprestará este dinheiro no valor de R$ 12 bi; dois destes bancos são públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil; enquanto três são privados: Bradesco, Itaú, e Santander.
Lula descarta privatização da estatal
Nesta quinta, em café com a imprensa, o presidente Lula falou sobre a crise dos Correios, descartou a privatização da estatal, mas pontuou que empresa pública não pode dar prejuízo ao país. O dado concreto é que nós não podemos ter uma empresa pública, por mais importante que ela seja, dando prejuízo”, afirmou Lula.
Conforme interlocutores que participaram do processo de negociações, o montante será liberado em três parcelas. O prazo final para o pagamento é de 15 anos, após o período de carência.
Os primeiros R$ 6 bilhões serão liberados ainda este ano e os outros R$ 6 bi, em 2026. Os Correios começarão a pagar este empréstimo em três anos.
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