Huawei garante: China está menos de 3% atrás dos EUA em desempenho de IA

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A disputa entre China e Estados Unidos pela liderança global segue acirrada, e o país asiático já consegue encarar o rival ocidental em mais uma frente. Ao menos é o que garante um executivo da Huawei, que afirmou durante o Fórum Financeiro da Área da Baía de Phoenix de 2026 que a diferença entre os dois países no ramo da inteligência artificial diminuiu significativamente.

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Segundo Zheng Jun, diretor de tecnologia do departamento de sistemas financeiros da companhia, o desempenho dos modelos de linguagem já é muito próximo entre os dois países. Para sustentar essa avaliação, o executivo citou um relatório da Universidade de Stanford que coloca a IA chinesa apenas 2,7% atrás da americana em capacidade geral, já alinhada aos padrões internacionais mais avançados.

Além da evolução técnica, a China também avança no uso dessas ferramentas, que já superam os concorrentes dos EUA em taxa de utilização desde fevereiro, de acordo com o executivo. E há dois fatores principais para explicar esse fenômeno: a qualidade das plataformas de código aberto e a infraestrutura disponível.

Os dados mostram que os modelos abertos de IA desenvolvidos na China já se aproximam bastante dos sistemas fechados do país ocidental. Enquanto isso, a oferta maior de energia e capacidade de processamento no oriente permite que os chineses entreguem soluções mais baratas.

Além disso, o próprio governo do país asiático se movimenta para acelerar o crescimento de sua tecnologia de inteligência artificial. Autoridades confirmaram a criação de leis mais amplas para regular o setor e incentivar o desenvolvimento da tecnologia e da economia de baixa altitude em uma conferência recente sobre o início do 15º plano quinquenal.

Nesse contexto, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma orienta empresas a adaptarem seus modelos para rodar em chips produzidos no próprio país, apesar de ter cedido no início do ano nesse aspecto. Segundo o porta-voz Li Chao, a medida busca garantir autonomia tecnológica e segurança nacional, sem comprometer o avanço do mercado.

Para dar uma ideia do cenário, até o fim de abril, a China contabilizava 868 serviços de IA generativa, com 530 aplicações em operação. Em 2025, o volume de dados usados em treinamento e inferência chegou a quase 200 exabytes, alta de cerca de 43% em relação ao ano anterior.

Pela primeira vez, os dados de inferência superaram os de treinamento, o que indica um uso mais consolidado da tecnologia no dia a dia.

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