Depois da China intervir e barrar a aquisição da Manus pela Meta por US$ 2 bilhões, a empresa de Mark Zuckerberg foi forçada a recuar e se separar da startup de IA que pode perder um investimento gigante do governo chinês por ter se aliado a uma empresa dos EUA.
De acordo com a Bloomberg, a Meta já cortou todas as conexões com a Manus em seus sistemas internos, removendo todas as ferramentas da IA fornecidas aos seus funcionários, enquanto a separação completa continua se desenrolando nos bastidores.
Tecent, HSG, ZhenFund e outros apoiadores da Manus já sinalizaram ao The Wall Street Journal que cooperarão com o processo, enquanto investidores da Manus, como a empresa de risco Benchmark da Califórnia, afirmaram que já receberam os recursos da aquisição.
A aquisição da Manus foi criticada pelos dois lados desde o início: o senador dos EUA John Cornyn questionou se empresas como a Meta deveriam investir capital norte-americano em empresas chinesas, enquanto a China justificou o bloqueio da compra por "possíveis violações de controles de exportação de tecnologia e regras de investimento estrangeiro".
Para evitar futuros incidentes como este, o governo chinês apertou as regras, exigindo aprovação para que empresas de IA recebam investimentos dos EUA e restringindo viagens de pesquisadores e executivos de empresas privadas.
Agora co-fundadores da Manus estão buscando cerca de US$ 1 bilhão de investidores externos para recomprar a startup da Meta. O objetivo é reconquistar a confiança do governo chinês e iniciar uma estrutura de joint venture para ser listada em Hong Kong.
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