Estamos chegando em uma das datas mais emblemáticas para o comércio mundial. O Natal se tornou, nos últimos anos, um dos períodos mais promissores para o varejo, mas também, proporcionalmente, um dos mais críticos. O alto volume de transações digitais, somado ao aumento expressivo de cadastros, acessos e solicitações de crédito, torna esse ambiente fértil para tentativas de fraude e uso indevido de dados.
Vivemos, portanto, um cenário em que o "aproveitar a oportunidade" vale tanto para consumidores legítimos quanto para fraudadores. Nesse sentido, as empresas precisam elevar seus padrões de verificação e segurança, mitigando riscos e perdas financeiras (e até mesmo de reputação).
É aqui que a biometria facial emerge como uma aliada estratégica. Tendo em vista que nos períodos de pico as empresas enfrentam três fragilidades recorrentes, sendo Cadastro massivo e rápido; Roubo e vazamento de dados; e Fraudes de identidade, a identificação biométrica facial adiciona uma prova robusta de autenticidade. Afinal, não basta apenas ter os dados da pessoa, é preciso SER a pessoa.
Com a democratização e digitalização do consumo, o fraudador moderno não precisa estar presencialmente em nenhuma loja. Um CPF vazado, um documento falso e um número de telefone já podem ser suficientes para driblar mecanismos tradicionais de segurança. É nesse sentido que sempre reforço que não dá mais para se basear apenas em senhas, tokens ou checagem manual.
Entre as vantagens mais relevantes de se apostar na biometria facial, principalmente em épocas de vendas e acessos sazonais, estão: Validação instantânea e sem fricção: O usuário confirma sua identidade com um simples enquadramento no smartphone ou câmera do notebook; Precisão e prevenção de spoofing: Modelos modernos detectam tentativas de enganar o sistema com fotos, vídeos ou máscaras; Redução de chargebacks e fraudes: Identidades falsas são barradas antes mesmo de entrar no sistema; Conformidade com LGPD e governança de dados: A biometria é tratada como dado sensível, garantindo rastreabilidade, consentimento e controle de acesso.
Destaco também que mais importante do que ferramentas, é preciso uma mudança cultural e experiência do cliente. Isso porque o consumidor digital moderno está mais disposto a passar por uma etapa de verificação, desde que ela seja rápida, transparente e não invasiva. De certa forma, ele próprio entende que a biometria é eficiente e capaz de proteger o seu cartão, proteger o seu CPF e até mesmo sua reputação digital.
Além disso, pode soar paradoxal, mas a experiência se torna mais fluida ao adicionar uma barreira extra de segurança, desde que ela seja aplicada de forma inteligente, automática e integrada ao fluxo, não burocrática e travando o sistema.
Por fim, em um cenário em que a confiança digital é essencial, a adoção da biometria facial deixa de ser apenas uma medida de proteção e passa a ser uma vantagem competitiva. Pois empresas que aplicam autenticação reforçada: vendem mais com menos perdas; aceleram onboarding e aprovação; constroem uma base de confiança com o consumidor; e protegem a própria reputação.
Danny Kabiljo, CEO da Fullface.
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há 1 mês
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