O Brasil ocupa uma posição de destaque no cenário latino-americano de tecnologia e cibersegurança. Com uma das economias mais digitalizadas da região e um setor financeiro altamente desenvolvido, o país também se tornou um dos principais alvos da criminalidade digital. Para a Palo Alto Networks, esse contexto reforça a necessidade de uma abordagem mais integrada e eficiente para proteger organizações contra ameaças cada vez mais sofisticadas.
Em entrevista durante o Ignite on Tour 2026, Igor Ripoll, Vice-Presidente Brasil da Palo Alto Networks, destacou que o elevado grau de digitalização da sociedade brasileira cria oportunidades de inovação, mas também amplia a superfície de ataque para criminosos cibernéticos.
"O Brasil é um país muito criativo e digitalizado. Consequentemente, com o nível de digitalização e o uso da tecnologia pelos consumidores e pela população, surge uma série de riscos", afirmou.
Segundo o executivo, a relevância do mercado brasileiro para a Palo Alto Networks está diretamente ligada à maturidade digital de setores estratégicos, especialmente o financeiro. Além de concentrar quase metade dos investimentos em tecnologia da América Latina, o país mantém uma demanda crescente por soluções capazes de proteger ambientes cada vez mais complexos.
IA acelera riscos e exige novas estratégias de proteção
Para Igor, a chegada da inteligência artificial trouxe uma nova camada de desafios para as empresas. Ao mesmo tempo em que impulsiona ganhos de produtividade e inovação, a tecnologia também acelera a capacidade de atuação dos criminosos digitais, aumentando a necessidade de mecanismos de defesa mais avançados.
Ele lembra que os incidentes de segurança continuam sendo uma realidade frequente para grandes organizações. "Quando observamos os dados, vemos que praticamente todos os dias uma grande empresa sofre algum impacto relevante causado por um incidente cibernético", destacou.
Nesse cenário, o executivo avalia que o desafio não está apenas em ampliar investimentos, mas em garantir que eles sejam aplicados de forma eficiente. Muitas organizações ainda tratam a segurança como um custo operacional obrigatório, sem avaliar se as soluções adquiridas realmente entregam os resultados esperados.
Consolidação substitui excesso de ferramentas
Um dos principais pontos abordados por Igor foi a crescente complexidade dos ambientes de segurança corporativa. Segundo ele, muitas empresas acabam acumulando ferramentas de diferentes fornecedores ao longo do tempo, especialmente após enfrentarem incidentes de segurança.
O resultado é um ambiente fragmentado, difícil de administrar e que frequentemente não resolve os problemas estruturais da organização."A reação após um incidente muitas vezes é comprar mais soluções. Mas nem sempre existe a preocupação de verificar se essas ferramentas estão sendo utilizadas da melhor forma", explicou.
Para enfrentar esse desafio, a Palo Alto Networks vem reforçando sua estratégia de plataformização. O conceito consiste em consolidar diferentes capacidades de segurança em uma única plataforma, simplificando a gestão, a governança e a operação dos ambientes de TI.
A estratégia ganhou ainda mais força com a expansão do portfólio da companhia por meio de aquisições. Entre os movimentos recentes, Igor destacou a incorporação da CyberArk, que amplia a atuação da empresa na área de identidade digital e acesso privilegiado, complementando as ofertas já existentes em segurança de rede, nuvem e proteção de endpoints.
Segundo ele, a consolidação permite que as empresas façam mais com menos recursos, reduzindo a complexidade operacional e aumentando a efetividade dos investimentos em cibersegurança.
Brasil segue como mercado estratégico
Ao falar sobre as perspectivas para o país, Igor reforçou que o objetivo da Palo Alto Networks é atuar cada vez mais como parceira estratégica das organizações brasileiras, ajudando clientes a compreender e explorar todo o potencial de uma plataforma integrada de segurança.
"A capacidade de entender a plataforma e fazer uso dela será fundamental para as empresas que querem fortalecer sua postura de segurança", afirmou.
O executivo concluiu destacando que a companhia continuará investindo na proximidade com clientes e parceiros para apoiar a construção de ambientes digitais mais seguros diante da rápida evolução das ameaças.
"Nossa missão é ajudar a tornar o mundo digital mais seguro e atuar como um trusted advisor para os clientes, apoiando a proteção dos negócios em um cenário em que o cibercrime evolui continuamente."
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há 3 horas
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