A memória DDR5 vai continuar cara por até dois anos. A estimativa é de David McAfee, vice-presidente da AMD, e tem um motivo claro: a indústria está priorizando HBM para IA, não memória de PC.
Fabricantes como SK hynix, Samsung e Micron estão direcionando linhas inteiras para atender GPUs de data center. HBM tem contratos mais longos e margem maior, o que reduz o espaço disponível para DDR5. O efeito aparece desde o segundo semestre de 2025, quando os preços começaram a subir e a oferta ficou irregular no varejo.
Esse movimento não é pontual. Produzir HBM exige empilhamento de chips e uso de packaging avançado, o que consome capacidade que antes poderia atender DDR. Converter essas linhas não é rápido, e parte da expansão anunciada pelas fabricantes já nasce comprometida com IA.
A AMD projeta que o equilíbrio entre oferta e demanda só deve melhorar dentro de uma janela de até dois anos. Esse prazo supera ciclos anteriores da DRAM, quando aumentos de produção conseguiam responder mais rápido à demanda do mercado de PCs.
SK hynix já indicou expansão contínua da produção com foco em HBM. Samsung e Micron seguem o mesmo caminho, ampliando investimento em nós mais avançados. A chinesa CXMT aumenta sua presença em DRAM, mas ainda atua mais forte em segmentos menos avançados.
No consumo, o impacto é direto: kits DDR5 mais caros, estoques instáveis e custo maior em notebooks e desktops. Enquanto a IA continuar puxando a produção de memória, a DDR5 segue disputando espaço dentro das fábricas.
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há 2 horas
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