Primeiro MacBook de tela sensível ao toque é confirmado por informante

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Steve Jobs sempre foi contra o uso de telas sensíveis ao toque em notebooks, e a Apple respeitou esse posicionamento atéa agora, 15 anos depois de seu falecimento. Mas isso parece estar prestes a mudar, já que mais um informante cravou que a companhia desenvolve um MacBook com tela touch para lançar até meados de 2027.

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O perfil Instant Digital publicou a informação na rede social chinesa Weibo. Ele possui um histórico muito bom de acertos sobre bastidores da cadeira de suprimentos da Apple, por isso uma declaração dele possui grande peso. Além disso, já há vários rumores sobre o MacBook Ultra trazer esse recurso, então essa nova publicação só reforça o que já circula por aí.

Os primeiros rumores desse notebook da Maçã com tela sensível a toque data de janeiro de 2023, no mínimo, quando o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, afirmou que a fabricante preparava esse dispositivo para 2025. O prazo inicial não se concretizou, mas os rumores ganharam força e, em setembro de 2025, o analista Ming-Chi Kuo cravou que o modelo entraria em produção em massa em 2026.

Agora, as previsões mais atualizadas de Gurman apontam que os próximos modelos terão 14 e 16 polegadas e devem chegar ao mercado entre o final de 2026 e o início de 2027. A segunda opção parece mais provável por causa da escassez global de chips de memória.

Além da tela touch, rumores apontam que o novo dispositivo trará os chips M6 Pro e M6 Max, ainda inéditos. O design será fino e a tela contará com uma Ilha Dinâmica para a câmera frontal. Como já mencionado, os analistas acreditam que o modelo será batizado de MacBook Ultra.

O recém-anunciado macOS 27 Golden Gate introduz uma interface muito mais amigável aos toques. Um grande exemplo é o Sidecar, que passará a permitir que os usuários interajam com os elementos do sistema por meio de toques com o dedo na tela do iPad.

A visão de Steve Jobs fica para trás

O lançamento de um Mac sensível ao toque marca uma mudança drástica na filosofia da empresa, que sempre respeitou a rejeição de Jobs contra esse recurso em notebooks. Em 2010, o co-fundador da companhia justificou a recusa ao afirmar que "superfícies sensíveis ao toque não querem ser verticais", já que o movimento repetitivo de erguer o braço em direção à tela causa fadiga extrema.

Mais de uma década depois, em 2021, o atual chefe de engenharia de hardware e futuro CEO da empresa, John Ternus, defendeu a mesma posição. O executivo declarou que o Mac era "totalmente otimizado para entradas diretas" e que a Apple não via motivos convincentes para mudar essa abordagem. Pelo visto, o mercado e o avanço tecnológico forçaram a empresa a repensar as suas antigas certezas.

Mas a revolução deve ser levada com muita cautela pelo departamento de marketing da própria Apple. Segundo Gurman, a empresa não deve anunciar o MacBook Ultra como um notebook pensado para o uso pelo toque, mas criar um sistema "amigável ao toque, não com toque como prioridade". A ideia é apenas oferecer a opção para alternar entre o uso do mouse e dos dedos par as funções conforme achar melhor.

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