A Samsung anunciou o início do envio de amostras da supermemória HBM4E para grandes clientes globais que operam infraestruturas massivas de IA. A movimentação acontece cerca de um mês após a empresa ter pausado a produção em massa de sua DRAM de 10 nm convencional, cujos custos superavam os retornos esperados.
A HBM4E combina o processo DRAM de sexta geração em classe de 10 nm com uma base lógica de 4 nm fabricada pela própria Samsung Foundry. A configuração entrega velocidade estável de 14 Gbps, com capacidade de escalar até 16 Gbps.
Dessa forma, a nova opção teria uma performance 20% acima do HBM4 padrão, e largura de banda de até 3,6 3,6 TB/s por stack, acelerando o processamento de grandes modelos de linguagem.
Cada pacote reúne 12 camadas empilhadas com capacidade total de 48 GB, essa versão, garantindo melhorias de 16% em eficiência energética e redução de 14% na temperatura. A Samsung também planeja versões de 32 GB e 64 GB ainda em 2026 para atender diferentes perfis de clientes.
Algo interessante é que o negócio de HBM tem se mostrado altamente lucrativo para a coreana. No primeiro trimestre de 2026, a divisão de semicondutores da Samsung registrou lucro operacional de aproximadamente US$ 38,9 bilhões (~R$ 197 bilhões), o melhor trimestre da história da empresa.
A demanda por HBM e os preços elevados de DRAM convencional foram os principais motores do resultado. Executivos da companhia indicam que a capacidade produtiva já está reservada por clientes até 2027.
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