Telebras e Correios têm PDG 2026 aprovado com subsídios do Tesouro e operações de crédito

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O governo federal aprovou o Programa de Dispêndios Globais (PDG) das empresas estatais para o exercício financeiro de 2026, conforme o Decreto nº 12.804, de 29 de dezembro de 2025, publicado no Diário Oficial da União em 30 de dezembro. O ato estabelece os limites de gastos, investimentos e fontes de financiamento das estatais, incluindo as áreas de telecomunicações e serviços postais, com destaque para Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Pelo decreto, as empresas deverão revisar a programação e a distribuição mensal de seus dispêndios e encaminhar, até 27 de fevereiro de 2026, eventuais propostas de reprogramação aos ministérios supervisores, por meio do Sistema de Informação das Estatais (Siest). As reprogramações consolidadas seguirão para análise do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pela aprovação final.

Telebras: subsídios do Tesouro e investimentos em ativos

No caso da Telebras, o PDG 2026 prevê despesas totais de R$ 1,037 bilhão. As despesas de capital somam R$ 170,7 milhões, com R$ 169,3 milhões destinados a investimentos em imobilizado e intangível. As despesas correntes alcançam R$ 866,7 milhões, sendo R$ 156 milhões relacionados a gastos com pessoal.

Do lado das fontes, a estatal contará com R$ 604,2 milhões em receitas correntes e R$ 280,3 milhões em receitas de capital, além de R$ 256,3 milhões em subsídios do Tesouro Nacional. O demonstrativo também indica despesas financeiras de R$ 237,7 milhões e uma variação patrimonial positiva de R$ 197,3 milhões. O PDG registra ainda variação negativa do disponível em R$ 293,9 milhões, refletindo o fluxo entre usos e fontes no exercício.

Correios: operações de crédito e despesas correntes elevadas

Para os Correios, o PDG aprovado é significativamente mais robusto. O total de usos previstos para 2026 é de R$ 36,9 bilhões, com R$ 7,86 bilhões em despesas de capital e R$ 29,04 bilhões em despesas correntes. Os gastos com pessoal somam R$ 15,66 bilhões, enquanto as despesas financeiras alcançam R$ 4,79 bilhões.

No campo das fontes, o PDG aponta R$ 17,75 bilhões em receitas correntes e R$ 13,81 bilhões em receitas de capital, com destaque para R$ 10 bilhões em obtenção de operações de crédito. O programa também registra amortização de principal de operações de crédito de R$ 2,04 bilhões e investimentos em imobilizado e intangível de R$ 1,84 bilhão. A variação patrimonial projetada é positiva em R$ 3,99 bilhões, e a variação do disponível, de R$ 1,54 bilhão.

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