Smartphones em cerca de 150 países foram infectados com o spyware Predator por meio de anúncios – simplesmente pela exibição, na tela, de um anúncio infectado. A informação está em um relatório publicado no dia 4 de Dezembro pelas organizações uma nova investigação publicada em conjunto pelas organizações Anistia Internacional, Inside Story, Haaretz e WAV Research Collective. O Predator é um spyware desenvolvido e comercializado para operações de vigilância pela Intellexa, que é sancionada pelos EUA. Os invasores então tiveram acesso à câmera, microfone, conversas em chats, e-mails, dados de GPS, fotos e outros arquivos, bem como aos sites visitados, o que lhes permitiu espionar amplamente as vítimas, segundo o relatório da Anistia Internacional.
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Para infectar silenciosamente celulares Android e iPhones, nenhuma interação das vítimas era necessária. Os anúncios exploravam vulnerabilidades no Android, iOS e Google Chrome, entre outros, de acordo com o Google. Inicialmente, as vítimas eram infectadas por meio de links enviados via aplicativos de mensagens, por exemplo. As vítimas então precisavam clicar no link para serem infectadas pelo spyware. A Apple também informou seus usuários sobre o mesmo problema.
Informações vazadas revelam que a Intellexa também possui outras capacidades. Por exemplo, agências governamentais, em colaboração com o provedor de serviços de internet da vítima, podem injetar código malicioso em tráfego HTTP não criptografado, que é então executado no dispositivo. Outra possibilidade é injetar o código no tráfego para sites HTTPS nacionais para os quais o cliente da Intellexa possui um certificado TLS válido. No entanto, de acordo com a Anistia Internacional, esses ataques estão se tornando cada vez mais difíceis de serem realizados, visto que mais sites são servidos via HTTPS.
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