Windows 11: Microsoft cede à pressão e permite desinstalar o Copilot de vez

há 16 horas 2

A Microsoft oficializou um recuo histórico com a liberação da atualização de abril de 2026 para o Windows 11. Pressionada pelo baixo engajamento e pela forte resistência do público, a gigante de Redmond agora permite desinstalar completamente o Copilot. A concessão transforma o assistente nativo em um recurso opcional, interrompendo a imposição da tecnologia no sistema operacional.

A mudança de postura foi motivada por uma rejeição comercial explícita. De acordo com métricas do ecossistema Microsoft 365, apenas 3,3% dos usuários corporativos com acesso ao chat optam por pagar a assinatura mensal. Na ponta do lápis, a taxa de conversão é baixíssima: de 450 milhões de contas comerciais ativas globalmente, somente 15 milhões são assinantes pagantes.

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O maior foco de insatisfação partiu do mercado corporativo. Os administradores de TI se opuseram à integração forçada da IA sem sistemas adequados de controle e governança de dados. Com a nova diretriz de gerenciamento introduzida pela dona do software, o procedimento de exclusão ficou simplificado e pode ser feito de três maneiras distintas:

  • Remoção Convencional: Usuários domésticos podem acessar as configurações do Windows 11, ir até a lista de softwares instalados e clicar em desinstalar no ícone do Copilot.
  • Diretiva de Grupo e Registro: Empresas (versões Pro, Enterprise, Education e LTSC) podem ativar a política “Remover o aplicativo Microsoft Copilot”. No Windows Home, o mesmo bloqueio é feito criando um valor DWORD no Registro.
  • Via PowerShell: É possível forçar a remoção executando o comando: Get-AppxPackage -AllUsers -Name "Microsoft.Windows.Ai.Copilot.Provider" | Remove-AppxPackage no terminal do sistema.

Para que as diretivas funcionem, o sistema exige que o Copilot não tenha sido aberto nos últimos 28 dias e nem instalado manualmente. Vale notar que a exclusão remove o ícone da barra de tarefas, do Edge e do Office. Porém, recursos preditivos secundários baseados em IA continuam operando de forma isolada no Paint, no Fotos e no menu Iniciar.

O desfecho dessa flexibilização sinaliza que a integração nativa iniciada em 2023 falhou em se tornar uma unanimidade orgânica. O recuo estratégico consolida a percepção de que o usuário final e o mercado corporativo preferem ditar o nível de automação do próprio computador, forçando a Microsoft a desacelerar a distribuição impositiva de suas ferramentas.

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