[Com informações da Agência Conexis] Ao participar do Painel Telebrasil Summit 2026, o presidente do Conselho da Algar, Luiz Alexandre Garcia, explicou que a companhia quer usar inteligência artificial para aprofundar sua estratégia de regionalização e hiperpersonalização no atendimento a clientes corporativos e residenciais.
Com atuação em 16 estados brasileiros e 62% da receita concentrada no mercado B2B, a Algar aposta em equipes regionais para atender demandas locais e entende que a IA permitirá elevar esse modelo a um novo patamar. "A hiperpersonalização faz com que estejamos mais próximos e entendamos como gerar valor para toda a cadeia dos nossos clientes", afirmou Garcia.
Segundo ele, o objetivo é usar a IA para antecipar necessidades e customizar soluções, tanto no segmento corporativo quanto no mercado B2C, incluindo aplicações em 5G e serviços digitais.
Internamente, a Algar já utiliza IA em operações voltadas à eficiência e atendimento. O executivo citou o uso do "Billy", ferramenta interna que, de acordo com ele, resolve mais de 70% dos problemas de billing antes que eles cheguem ao cliente.
Outro exemplo mencionado foi um assessor virtual de vendas que elevou a conversão em mais de 20% das abordagens comerciais e reduziu em mais de 50% o tempo das interações.
"A IA vem para transformar de forma positiva. Mas é também uma evolução cultural", disse. A empresa criou um centro interno dedicado à disseminação do uso de IA entre os associados, como a companhia chama seus funcionários.
Garcia destacou, no entanto, que o avanço da hiperpersonalização ainda depende da evolução da governança e da qualidade dos bancos de dados das empresas.
"Sabemos que os bancos de dados precisam ser atualizados e formatados adequadamente para se chegar à hiperpersonalização", afirmou. Para ele, esse será um dos caminhos para enfrentar a crescente competitividade do setor de telecomunicações.
Regulação
Ao comentar o ambiente regulatório, o executivo elogiou a atuação da Anatel nos últimos anos, citando medidas como a migração de concessões, o uso de recursos do Fust para conectividade em escolas e o leilões de espectro. Defendeu, porém, que o setor continue avançando em simplificação regulatória e combate à informalidade.
"Precisamos continuar tendo um órgão regulador eficiente, ágil e simples", afirmou. Segundo Garcia, o mercado brasileiro tem mais de 16 mil prestadoras de serviços de telecomunicações, e práticas irregulares acabam gerando prejuízos para toda a cadeia.
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há 1 semana
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