A Anatel atualizou os requisitos técnicos para certificação e homologação de reforçadores de sinais internos utilizados em redes móveis. As novas regras estão previstas no Ato nº 5.885, de 29 de abril de 2026, aprovado pela Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da agência.

A atualização incorpora novos parâmetros técnicos e mecanismos obrigatórios de automonitoramento para reduzir riscos de interferência nas redes de telecomunicações. Segundo a Anatel, as exigências passam a refletir práticas já adotadas em administrações estrangeiras.
O novo normativo contempla duas categorias de equipamentos:
- reforçadores seletivos, destinados à retransmissão de sinais de uma única prestadora do Serviço Móvel Pessoal (SMP);
- reforçadores de banda larga, capazes de retransmitir sinais de múltiplas operadoras.
Os equipamentos são utilizados para ampliar a cobertura de sinal em ambientes internos, como prédios comerciais, condomínios, áreas públicas e instalações de grande porte.
Automonitoramento passa a ser obrigatório
Entre as principais mudanças introduzidas pelo ato está a obrigatoriedade de mecanismos automáticos de monitoramento e controle operacional.
Os reforçadores homologados deverão ser capazes de:
- detectar e mitigar interferências provocadas por retroalimentação de sinais, fenômeno semelhante à microfonia em sistemas de áudio;
- ajustar automaticamente o ganho do equipamento para impedir transmissão acima dos limites regulamentares;
- interromper automaticamente a transmissão caso não consigam operar dentro dos parâmetros técnicos exigidos;
- desligar a transmissão após cinco minutos sem conexões ativas de dispositivos móveis.
Segundo a agência, os mecanismos têm como objetivo preservar a integridade das redes móveis e evitar degradação da qualidade do serviço causada por equipamentos mal configurados ou instalados inadequadamente.
Sandbox regulatório
A atualização dos requisitos também está relacionada às iniciativas conduzidas no Sandbox Regulatório da Anatel. O ambiente experimental vem sendo utilizado pela agência para avaliar modelos de uso de reforçadores e repetidores de sinais por entidades municipais, com foco na ampliação da cobertura móvel em áreas com deficiência de sinal.
A proposta busca permitir o uso controlado desses equipamentos sem comprometer o funcionamento das redes das operadoras móveis.
A revisão dos requisitos técnicos ocorre em meio às discussões sobre expansão da cobertura indoor e melhoria da qualidade das redes móveis em localidades com baixa penetração de sinal, especialmente em regiões urbanas densas e instalações públicas.
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