🔒 Ataques a Provedores de Internet Disparam em 2025 — Veja os 5 Tipos Mais Perigosos e Como se Proteger
O cenário de cibersegurança para provedores regionais mudou drasticamente nos últimos anos — e 2025 já é o ano com maior número de incidentes registrados entre ISPs de pequeno e médio porte no Brasil. Grupos especializados estão mirando estruturas frágeis, redes BGP mal configuradas, CPEs vulneráveis e servidores expostos.
Para muitos provedores, um ataque não significa apenas interrupção de internet: significa clientes insatisfeitos, SLA quebrado, multas contratuais e danos à reputação.
🚨 1) DDoS direcionado a CGNAT e PPPoE concentradores
O tipo de ataque mais comum hoje contra ISPs.
🔧 Como funciona tecnicamente
- Uso de botnets baseadas em IoT (câmeras, DVRs, roteadores inseguros);
- Tráfego massivo enviado ao IP público do BNG/BRAS ou CGNAT;
- Ataque às portas 80, 443, 53, 8291 e 1700/1701;
- Exaustão de CPU e queda geral da autenticação PPPoE.
🧨 Exemplo real
Um provedor de 3 mil clientes no interior de São Paulo sofreu um ataque de 120 Gb/s contra o IP do CGNAT, derrubando autenticação por 15 minutos.
🛡️ Mitigação
- Implementação de RTBH;
- Mitigação profissional (Cloudflare, Voxility, Arbor);
- Firewall restrito em portas administrativas;
- Divisão de carga entre múltiplos concentradores.
🚨 2) DNS Hijacking em roteadores de clientes
Ataques explodiram devido a CPEs inseguras e com firmware desatualizado.
🔧 Como funciona tecnicamente
O atacante explora falhas em roteadores domésticos, senhas fracas ou portas abertas (8080, 7547, 80), altera o DNS e redireciona o usuário para páginas falsas.
🧨 Exemplo real
Usuários foram levados para um WhatsApp Web falso pedindo leitura de QR Code, roubando contas instantaneamente.
🛡️ Mitigação
- CPE com firmware atualizado;
- Bloqueio de acesso remoto ao cliente;
- Senha forte na instalação.
🚨 3) Exploração de falhas em Mikrotik (Winbox, API, WebFig)
Um dos ataques mais frequentes no Brasil, devido a equipamentos antigos e expostos.
🔧 Como funciona
Ataque procura portas: 8291 (Winbox) 8728 (API) 22 (SSH) 80/443 (WebFig)Se vulnerável, o invasor pode controlar o roteador, criar regras ocultas e incluir o equipamento em botnets.
🧨 Exemplo real
Botnets como Mēris e DarkBot utilizaram falhas antigas do Mikrotik para gerar ataques superiores a 100 Gb/s.
🛡️ Mitigação
- Atualizar RouterOS para versões recentes;
- Restringir Winbox apenas para IPs autorizados;
- Aplicar firewall por Address List.
🚨 4) Ataques BGP — prefix hijack e route leak
Ameaça crescente entre provedores sem validação RPKI e sem filtros no upstream.
🔧 Como funciona tecnicamente
O atacante (ou AS mal configurado) anuncia prefixos que não são dele, desviando tráfego e causando instabilidade, perda de pacotes e queda de sessões.
🧨 Exemplo real
Em 2024 e 2025, diversos provedores brasileiros sofreram instabilidade após route leaks internacionais que afetaram rotas de streaming e bancos.
🛡️ Mitigação
- Ativar RPKI e validar anúncios;
- Exigir filtros de prefixos no upstream;
- Monitorar anúncios no MANRS e RIPE RIS.
🚨 5) Ataques a servidores internos (Zabbix, CRM, OLTs, PPPoE)
Muitos provedores deixam serviços internos expostos na internet, facilitando invasões.
🔧 Como funciona
- Acesso remoto exposto em SSH, HTTP e WebFig;
- Brute force contra painéis administrativos;
- Falhas em PHP/Apache sem atualização;
- Painéis de OLT acessíveis externamente.
🧨 Exemplo real
Hackers acessaram painéis de OLTs e derrubaram ONUs remotamente, alterando VLANs e paralisando provedores inteiros.
🛡️ Mitigação
- Colocar tudo atrás de VPN;
- Firewall bloqueando portas externas;
- Senhas fortes e 2FA.
🛑 Conclusão
O aumento dos ataques não é coincidência: provedores regionais cresceram rápido, mas nem sempre estruturaram segurança no mesmo ritmo. A boa notícia é que existem soluções acessíveis — desde boas práticas internas até mitigação profissional.
Provedores que tratam a segurança como parte do produto reduzem churn, evitam quedas e aumentam a confiança do cliente.
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