Duas empresas de grande porte divulgaram ontem os impactos financeiros de ataques cibernéticos sofridos em abril de 2025: a varejista britânica Marks & Spencer (M&S) informou um custo de £ 131,3 milhões (cerca de US$ 176,5 milhões), o que levou à suspensão de bônus de todos os 63 mil funcionários, incluindo o CEO e o presidente do conselho. Já a fabricante de brinquedos Hasbro viu suas ações caírem 7,5% na manhã de ontem, a pior queda em mais de um ano, após afirmar que ainda não determinou o custo total da violação de segurança que divulgou no início de abril.
O ataque cibernético contra a Marks & Spencer, ocorrido em abril de 2025, reduziu o lucro anual da empresa em 28,8%, para £ 364,6 milhões no ano encerrado em março de 2026, conttra £ 511,8 milhões no ano anterior, conforme reportagem do The Times. O incidente gerou custos de £131,3 milhões com recuperação de sistemas, gerenciamento de risco e assessoria especializada. Stuart Machin, CEO da M&S, afirmou que ninguém na empresa receberá bônus neste ano, incluindo ele e o time executivo, e que fez parte da decisão. Machin destacou que nenhum dado de cliente foi comprometido e que nenhum detalhe de pagamento utilizável ou informação sensível foi levado.
Na Hasbro, as ações da Hasbro caíram 7,5% na manhã de 20 de maio de 2026, tornando-se a pior performance do S&P 500 no dia, após a empresa divulgar que ainda não determinou o custo total da violação de segurança que sofreu, conforme notícia do Wall Street Journal. A fabricante de brinquedos informou que nem todos os seus sistemas e operações foram totalmente restaurados, mas acredita que o “acesso não autorizado foi contido”. A empresa planeja buscar reembolso dos custos do ataque junto a seus seguros de cibersegurança. A queda das ações ocorreu apesar de a empresa ter reportado lucro de US 198,4 milhoes no primeiro trimestre, com receita saltando 13% para US$ 1 bilhão, e de ter reafirmado suas perspectivas para o ano inteiro.
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há 4 dias
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