A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) aprovou, em 11 de dezembro, o pleito do Ministério das Comunicações (MCom) para captação de até US$ 500 milhões destinados à implantação da TV 3.0, nova geração da televisão aberta brasileira, com financiamento internacional estruturado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), vinculado ao Banco Mundial.

Contexto do financiamento
O financiamento integra o Programa de Modernização da Infraestrutura de Televisão Aberta Brasileira para Inclusão Digital e permitirá que emissoras de radiodifusão tenham acesso a recursos externos para iniciar a transição tecnológica ao novo padrão. A articulação da operação é conduzida pelo MCom, por meio da Secretaria de Radiodifusão (Serad).
Segundo o ministério, a aprovação pela Cofiex representa uma etapa necessária para viabilizar a contratação do crédito externo. Com essa decisão, o processo segue para a Casa Civil, responsável por encaminhar a Mensagem Presidencial ao Senado Federal, que deverá autorizar a contratação do financiamento conforme a legislação vigente.
Declarações oficiais
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a TV 3.0 vai “revolucionar” a televisão brasileira por trazer interatividade e integração com a internet. “Estamos trabalhando para ampliar as fontes de financiamento, garantindo que o maior número possível de brasileiros tenha acesso a essa nova forma de transmissão. O Brasil será pioneiro entre os países do BRICS e na América Latina”, observou.
O ministro acrescentou: “A TV aberta segue sendo o meio de comunicação mais acessível à população brasileira. Este financiamento é um instrumento estruturante para promover inclusão digital e atualizar a infraestrutura de transmissão em todo o país”.
O secretário de Radiodifusão, Wilson Diniz Wellisch, destacou a atuação do ministério em frentes complementares de crédito: “Além do financiamento externo, trabalhamos na construção de linhas complementares junto ao BNDES para assegurar condições adequadas à transição tecnológica”.
Abrangência e etapas de implantação
De acordo com o MCom, os recursos aprovados pelo Cofiex para a TV 3.0 não são destinados a uma região específica e poderão ser utilizados por emissoras tanto em áreas densamente povoadas quanto em localidades remotas. A expectativa é que, na fase inicial, os investimentos se concentrem nas regiões metropolitanas com maior população, ampliando o alcance social do novo padrão de televisão aberta.
Estudos do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) estimam em R$ 3,85 bilhões o investimento necessário para atender integralmente as principais regiões metropolitanas do país. Nesse contexto, o financiamento de até US$ 500 milhões permitirá cobrir a fase inicial da implantação, com alcance estimado de cerca de 15% da população brasileira, sem prejuízo de etapas posteriores de expansão.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é apresentada pelo governo como a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização. O novo padrão integra radiodifusão e internet em um ambiente baseado em aplicativos, substituindo os canais numéricos tradicionais. A implantação será gradual e começará pelas grandes capitais.
Entre as funcionalidades previstas estão experiência interativa e personalizada, acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda, serviços públicos digitais, melhorias na qualidade de imagem com transmissões em 4K e 8K, suporte a HDR, som imersivo e recursos avançados de acessibilidade. (Com assessoria de imprensa)
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