
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a formação de um consórcio entre a TIM e a CGN Brasil para geração própria de energia elétrica. A decisão foi publicada hoje, 8, no Diário Oficial da União.
O projeto prevê a participação da TIM em um consórcio com a empresa Lagoa do Barro X Energias Renováveis, controlada pela CGN Brasil. A unidade geradora que será usada no acordo é a usina eólica Aura Queimada Nova 02, localizada no município de Lagoa do Barro (PI), com potência instalada de 50,6 MW.
Parceria estratégica
A TIM utilizará a energia produzida para abastecer parte de suas operações no país, reduzindo custos e ampliando sua estratégia de sustentabilidade. Já a CGN Brasil, que atua no mercado de geração a partir de fontes renováveis, amplia sua presença no segmento de autoprodução com parceiros do setor privado.
A energia gerada será dividida entre as consorciadas conforme a participação de cada uma no projeto.
Na análise técnica, a SG do Cade concluiu que a operação não traz riscos à concorrência, uma vez que tanto a capacidade instalada da usina quanto o consumo energético da TIM representam fatias muito pequenas do mercado nacional. O consumo da operadora equivale a menos de 1% da demanda de energia no país.
A avaliação também levou em conta o fato de que o mercado brasileiro de geração elétrica é pulverizado, com centenas de agentes. O Cade destacou que não há sobreposição entre as atividades principais das duas empresas, nem indícios de concentração de mercado.
Próximos passos
O consórcio ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para viabilizar a transferência das outorgas associadas à unidade geradora. Não há previsão de aquisição de ativos ou controle societário entre as partes.
Essa é a segunda operação recente aprovada entre a TIM e a CGN Brasil no setor de energia. Em 2025, o Cade já havia autorizado um projeto semelhante envolvendo usinas fotovoltaicas ainda em construção.
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