CI&T e Itaú lançam framework open source para medir complexidade de software

há 21 horas 7

A CI&T e o Itaú Unibanco anunciam o lançamento do BCP (Business Complexity Points) como framework open source, disponível gratuitamente no GitHub sob licença MIT. Criado inicialmente como uma metodologia para medir escopo e complexidade de projetos digitais, o BCP evoluiu ao longo de uma década e passou a incorporar inteligência artificial generativa para automatizar análises e ampliar sua escala de uso. Agora, a solução é aberta para toda a comunidade de tecnologia.

O Business Complexity Points (BCP) é uma métrica criada para mensurar a complexidade funcional de entregas de software a partir de requisitos de negócio. A metodologia analisa histórias de usuário sob a perspectiva do negócio e atribui pontos de complexidade.

Essa abordagem cria uma linguagem comum entre negócio e tecnologia, permitindo estimar escopo com maior precisão, planejar projetos com mais confiabilidade e demonstrar valor entregue pelas equipes de desenvolvimento.

Uma métrica que apoia a gestão de projetos, aprimorando a produtividade

Além de apoiar a mensuração da complexidade funcional, o BCP contribui para o planejamento das entregas, ao relacionar a complexidade de cada iniciativa ao esforço e tempo necessário para sua execução.

Essa abordagem se concretiza no indicador horas por BCP (H/BCP), que permite acompanhar, em nível de projetos e portfólios, a velocidade das entregas e a evolução da capacidade dos times ao longo do tempo, além de apoiar decisões de priorização entre os times, sempre com foco na melhoria contínua dos processos de desenvolvimento.

A métrica também tem sido utilizada para acompanhar ganhos de eficiência no desenvolvimento com inteligência artificial, permitindo observar aumentos de velocidade em times híbridos compostos por desenvolvedores e agentes de IA.

"No Itaú, temos usado a inteligência artificial como um instrumento para ganhar escala, consistência e eficiência na forma como planejamos e executamos entregas de tecnologia. O BCP ajuda justamente nesse ponto: transforma complexidade em informação estruturada, permitindo decisões melhores sobre priorização, alocação de esforços e evolução dos nossos processos, sempre com foco na qualidade das entregas e na geração de valor para o negócio. Além disso, também nos ajuda a entender com mais clareza onde o uso de IA tem gerado mais eficiência e valor, orientando nossas prioridades e fortalecendo nossa competitividade", afirma Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.

O BCP foi criado pela CI&T em 2015 para trazer maior objetividade à mensuração de escopo funcional em projetos de software. Em 2018, o Itaú Unibanco adotou o framework e passou a utilizá-lo de forma estruturada para apoiar a gestão de entregas e produtividade de seus times de engenharia. Desde então, o banco e a CI&T evoluíram conjuntamente a metodologia, ampliando sua adoção e incorporando novas capacidades analíticas.

Recentemente, a contagem de BCP passou a ser automatizada com apoio de modelos de linguagem de grande escala (LLMs). A calculadora simplificada de BCP utiliza inteligência artificial para analisar automaticamente histórias de usuário e realizar a contagem da métrica a partir do título, da descrição e dos critérios de aceite.

A adoção de IA generativa para acelerar a contagem de BCPs trouxe ganhos concretos para os times de engenharia do Itaú:

– 83% de taxa de acerto na classificação de histórias

– Redução de 10% na variação média na contagem de BCPs por história

– Rollout para 100% das squads de tecnologia elegíveis no Itaú em 2025

Com os resultados comprovados em escala real, a CI&T e o Itaú decidiram abrir o código para o mercado.

A solução está disponível no GitHub sob licença MIT, permitindo que qualquer empresa, equipe ou desenvolvedor utilize, adapte e evolua o framework livremente.