A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abrirá, a partir de 8 de junho, uma tomada de subsídios para avaliar a evolução do mercado de Internet das Coisas (IoT) e de comunicações máquina a máquina (M2M) no Brasil. A iniciativa busca reunir contribuições de empresas, especialistas, entidades acadêmicas, órgãos públicos e consumidores para apoiar futuras decisões regulatórias relacionadas ao setor.
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As contribuições poderão ser enviadas por meio da plataforma Participa Anatel até 30 de julho. O objetivo é fornecer subsídios para o monitoramento dos mercados de atacado ligados à conectividade IoT e para a resolução de eventuais conflitos entre prestadoras de telecomunicações, preservando a competição e estimulando o desenvolvimento do ecossistema.
A movimentação da Anatel ocorre em um momento de forte expansão desse mercado. Atualmente, o Brasil soma cerca de 30 milhões de acessos de Internet das Coisas e comunicações M2M, volume equivalente a aproximadamente 11% de todas as conexões móveis do país. A expectativa é que esse número continue crescendo à medida que setores como agronegócio, energia, logística, indústria, cidades inteligentes e mobilidade ampliam a adoção de dispositivos conectados.
Para o setor de telecomunicações, a discussão vai além da conectividade. O avanço da IoT vem criando novas cadeias de valor que envolvem plataformas digitais, análise de dados, aplicações verticais e serviços especializados. Nesse cenário, a Agência pretende avaliar se as atuais condições de mercado favorecem a entrada de novos participantes e a criação de modelos de negócios inovadores.
Segundo a Anatel, a consulta pretende identificar possíveis barreiras competitivas e entender se os agentes do mercado têm acesso adequado aos recursos necessários para desenvolver soluções e explorar novos nichos de atuação. A preocupação decorre do fato de que a maior parte do valor econômico gerado pela Internet das Coisas está cada vez mais concentrada em serviços, aplicações e plataformas, e não apenas na oferta de conectividade.
Para empresas de telecomunicações, operadoras móveis, MVNOs, integradores e provedores de soluções IoT, a iniciativa pode influenciar a forma como o mercado será estruturado nos próximos anos. Questões relacionadas ao compartilhamento de infraestrutura, acesso a redes, modelos comerciais e custos de operação devem ganhar destaque nas discussões.
A tomada de subsídios também buscará compreender os impactos do crescimento acelerado do número de dispositivos conectados sobre as redes de telecomunicações, os investimentos necessários para suportar essa expansão e eventuais regras ou contratos que possam limitar a entrada de novos competidores.
Na avaliação da Anatel, a digitalização da economia torna os mercados de IoT e M2M cada vez mais estratégicos para a inovação, a produtividade e a competitividade do país. Ao abrir o debate, a Agência busca reunir informações que possam orientar futuras ações regulatórias e contribuir para a construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento dessas tecnologias.
Para o mercado de telecomunicações e tecnologia, a consulta representa uma oportunidade de influenciar a formação das regras que deverão orientar a próxima fase de expansão da Internet das Coisas no Brasil, um segmento que já se consolida como um dos principais vetores de transformação digital da economia.
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