Os Correios encaminham nesta segunda-nesta, 15, ao Tesouro Nacional, a minuta do contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões. O governo federal (Tesouro Nacional) será avalista caso a estatal não consiga pagar o empréstimo. Conforme interlocutores que participam do processo, o montante será liberado em três parcelas. O prazo final para o pagamento é de 15 anos, após o período de carência.
Ainda segundo interlocutores, os primeiros R$ 6 bilhões serão liberados ainda este ano e os outros R$ 6 bi, em 2026. Os Correios começaram a pagar este empréstimo em três anos. As taxas de juros ficarão a 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ao ano, valor referência de empréstimos diários entre bancos.
Um pool de cinco bancos participa do processo, dois deles, públicos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, e Santander. Ao Tele.Síntese, assessoria de imprensa da estatal afirmou, nesta segunda, 15, que “os Correios estão analisando as propostas recebidas. Mais informações poderão ser divulgadas oportunamente”.
Os condutores da negociação acreditam que o Tesouro aprovará o empréstimo, já que a taxa de juros está abaixo do estabelecido pelo Tesouro Nacional para aval deste tipo de operação. Mas o empréstimo continua condicionado a um Plano de Reestruturação da empresa, que estabelece, por meio de demissão voluntária (PDV), demitir 15 mil funcionários, além de fechar cerca de mil unidades.
Tentativa de empréstimo de R$ 20 bi não passou
A última tentativa de os Correios conseguirem um empréstimo ocorreu recentemente, com um pedido da estatal de R$ 20 bilhões, ao pool de bancos formados por Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil, Banco do Brasil e Safra, a uma taxa de juros de 136%. À época, o Tesouro descartou a possibilidade porque a taxa de juros estava acima do valor de 120%, montante estabelecido para este tipo de operação.
Sobre a proposta de R$ 20 bi, em nota ao Tele.Síntese, a assessoria de imprensa dos Correios disse:
“O Conselho de Administração (CA) dos Correios autorizou, dia 28/11, a contratação de operação de crédito no valor de R$ 20 bilhões, uma das ações estratégicas de curto prazo que integram o Plano de Reestruturação da empresa. Após a validação das instâncias internas de governança, exigida para operações dessa relevância, a empresa agora finaliza a documentação necessária para envio à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) – etapa que antecede a análise e aprovação pelo Controlador, uma vez que a operação contará com garantia da União. As condições financeiras da operação ainda estão sendo tratadas junto às instituições envolvidas e, por ora, não podem ser detalhadas. Todas as informações oficiais sobre o Plano de Reestruturação dos Correios e sobre o andamento da operação de crédito serão divulgadas pelos canais institucionais da empresa. A direção da estatal segue trabalhando com responsabilidade e transparência para assegurar a sustentabilidade e o fortalecimento dos Correios.”
Aporte direto foi descartado; negociações de empréstimo de R$ 12 bi seguem
Concomitantemente à possibilidade de um empréstimo, foi ventilada a possibilidade de um aporte direto do governo federal, ideia já descartada pelo ministro da Fazenda. No último sábado, 13, o ministro das Comunicações (MCom), Frederico de Siqueira Filho, durante evento em Brasília, reiterou a informação, e acrescentou que o socorro aos Correios virá, certamente, por meio da iniciativa privada.
“Está sendo trabalhada uma aprovação de crédito, tendo em vista o tamanho dos Correios, pela valorização da companhia para que a gente possa preparar um plano de reestruturação”, disse Siqueira Filho, ao Metrópoles.
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