Cyber lidera preocupações de empresas seguradas

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A cibersegurança e os ataques cibernéticos são a principal preocupação de líderes empresariais nos Estados Unidos. Esse item está acima das preocupações com inflação, conformidade regulatória e interrupção na cadeia de suprimentos, segundo o relatório Risk Monitor 2026 da seguradora The Hartford, publicado dia 20 de maio. O levantamento entrevistou mais de 500 líderes de empresas de médio e grande porte no país.

Entre os entrevistados, 56% afirmaram que a responsabilidade cibernética e violações de dados são os principais focos de suas apólices de seguro. Dois terços (67%) disseram ter políticas e procedimentos de cibersegurança implementados – o que significa que quase um terço não possui. Mais da metade (53%) planeja aprimorar suas apólices cibernéticas no próximo ano. “Uma estratégia sólida de cibersegurança, com capacidade de se adaptar a ameaças em evolução, é essencial para qualquer negócio”, afirmou Tony Dolce, chefe global de Responsabilidade Profissional e Cyber da The Hartford.

IA preocupa mesmo entre os que já adotaram

A inteligência artificial é apontada como risco por 95% dos líderes que já começaram a integrá-la em seus negócios. Desse grupo, 53% ainda veem a IA como um risco potencial, e 20% enxergam impactos negativos – como desinformação ou uso antiético – como um risco crescente nos próximos cinco a dez anos. “Preocupo-me com violações de dados, ataques de ransomware e acesso não autorizado a informações financeiras ou de clientes”, declarou um líder empresarial citado no relatório.

Outros riscos em destaque

A instabilidade econômica – incluindo inflação e tarifas – é a segunda maior preocupação, com 63% dos líderes preocupados com tarifas (alta significativa em relação a 2025). A interrupção de negócios foi citada como risco crítico por 66% dos entrevistados. A violência no local de trabalho preocupa 37% dos líderes, e 55% identificam a compensação trabalhista como uma área primária de foco.

Otimismo e preparação

Apesar dos riscos, 85% dos líderes permanecem otimistas quanto ao crescimento nos próximos três anos, planejando investir em tecnologia, inovação e expansão da força de trabalho. O relatório recomenda que as empresas fortaleçam controles de risco, documentação e práticas de segurança para reduzir a frequência e gravidade de sinistros.