Doom de 1993 surpreende por receber modificações para rodar em vários dispositivos improváveis, como uma panela elétrica, mas o engenheiro de hardware Aaron Christophel decidiu ultrapassar mais um limite. Desta vez, o Doom rodou em dois walkie-talkies com uma modificação especial para suas câmeras integradas.
Os walkie-talkies utilizados no experimento de Christophel têm chip TXW818 com desempenho comparável a um ESP32, mas com um arquitetura diferente, utilizada em eletrônicos baratos. Eles também têm tela LCD, câmera, microfone, alto-falantes, sistema sem fio proprietário de 2,4 GHz, 2 MB de memória SPI flash e bateria de 650 mAh.
Um dos modelos ainda tinha 4 MB e uma bateria maior de 800 mAh, mantendo as demais especificações iguais.
Para fazer o jogo rodar, Chrostophel precisou desmontar os dispositivos, conectar um cartão STM32 Blue Pill nas almofadas de depuração ocultas atrás do conector da tela e carregar um firmware personalizado com um curto-circuito nas linhas de memória flash com uma pinça para reativar a depuração de inicialização do bootloader.
Como se isto não fosse o suficiente, Christophel ainda precisou compactar todos os recursos do jogo, pois o walkie-talkie somente tinha 500 kB de memória livre e o arquivo de Doom tinha 1,4 MB. A solução foi comprimir tudo e expandir o jogo no PSRAM durante o carregamento do game.
Para completar a proeza, Christophel adicionou uma modificação que exibe a imagem da câmera frontal do walkie-talkie no lugar do rosto do Doom Slayer, então você pode ver o seu próprio rosto fazendo caretas enquanto enfrenta os monstros do jogo.
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