A Fortinet informou que viabilizou, em outubro, a realização de uma telecirurgia robótica entre Curitiba (PR) e João Pessoa (PB), utilizando apenas conexão de internet tradicional. A operação experimental, conduzida pelo Sistema Unimed, ocorreu a 3.200 quilômetros de distância e empregou um robô cirúrgico controlado remotamente durante procedimento realizado em um suíno.
Segundo a empresa, o objetivo era garantir comunicação contínua, estável e com baixa latência entre o equipamento médico e o console da equipe clínica, sem o uso de links dedicados de alto custo — modelo normalmente empregado em telecirurgias robóticas.
Infraestrutura utilizou IPSec criptografado e rede VXLAN
A arquitetura adotada para a telecirurgia empregou dois firewalls FortiGate: um 500E instalado na unidade de João Pessoa e um 40F em Curitiba. Os equipamentos estabeleceram um túnel IPSec criptografado através da internet pública, dentro do qual foi configurada uma rede VXLAN. A combinação permitiu que o robô e o console se reconhecessem como pertencentes à mesma rede local hospitalar.
A Fortinet afirma que o uso do FortiOS, sistema operacional comum aos dispositivos, possibilitou ajustes específicos para atender às exigências técnicas do robô cirúrgico, mesmo sem documentação detalhada dos fabricantes do equipamento hospitalar.
Equipe realizou ajustes para garantir latência compatível
De acordo com a companhia, a fase experimental exigiu configuração detalhada para assegurar estabilidade das transmissões de vídeo, voz e comandos. “Nesse sentido, o conhecimento que nossas engenheiras e engenheiros possuem no segmento da saúde foi fundamental para termos sucesso na iniciativa junto ao Sistema Unimed”, declarou Guilherme Morais, gerente de engenharia da Fortinet Brasil.
A operação utilizou redundâncias na camada de segurança e mecanismos de priorização para manter níveis de atraso compatíveis com a execução remota do procedimento. O teste buscou demonstrar a possibilidade de viabilizar a realização de telecirurgia robótica sem necessidade de infraestrutura de telecomunicações dedicada, que pode custar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil mensais por hospital.
Profissionais destacam requisitos de segurança e disponibilidade

Segundo Thaisy dos Santos, engenheira da Fortinet que integrou o projeto, “Saúde é uma das áreas onde segurança e disponibilidade não são apenas requisitos técnicos: elas ajudam a salvar vidas.” Ela afirmou que participar da iniciativa permitiu avaliar cenários de aplicação prática para ambientes médicos.
Morais acrescentou que a configuração adotada demonstrou que “a segurança e a confiabilidade foram garantidas pela criptografia, conhecimento especializado e pelas redundâncias configuradas no ambiente por meio das soluções da Fortinet e com todo o apoio do time da Unimed”.
Modelo será documentado para replicação em outras instituições
A Fortinet informou que está documentando a arquitetura como guia de boas práticas para instituições de saúde que desejarem replicar a metodologia. Alexandre Bonatti, vice-presidente de Engenharia da empresa, afirmou que o projeto abre caminho para modelos mais acessíveis de telemedicina avançada.
Morais também declarou que a solução, se ampliada, pode facilitar a realização de cirurgias especializadas em hospitais regionais e reduzir deslocamentos de pacientes e equipes médicas. (Com assessoria de imprensa)
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