O codec AV2 da AOMedia (Alliance for Open Media) foi oficializado em 2023, se tornando essencial para mídias de alta resolução ao reduzir os tamanhos dos arquivos de streaming em até 34%. Entretanto, ainda não estamos vendo ele ser implementado no lugar do AV1 devido a um grande obstáculo: a decodificação.
De acordo com Jean-Baptiste Kempf da VideoLAN, o grande problema do AV2 é a complexidade computacional que eleva a carga de decodificação em cerca de cinco vezes em comparação com o AV1, tornando a aceleração de hardware indispensável para a sua implementação.
Para fins de comparação, o AV1 foi lançado em 2018, mas somente recebeu suporte oficial em 2022, começando pela Intel. Atualmente, ele é suportado também por chip da AMD e NVIDIA.
Em uma demonstração, a AOMedia evidencia que a taxa de bits elevada após a decodificação do AV2 reduz drasticamente os artefatos visuais PSNR (Peak Signal to Noise Ration) em comparação com o AV1, resultando em imagens mais nítidas até em condições desafiadoras.
Para obter isto, o AV2 utiliza técnicas de intra e interpretação avançadas, codificação de entropia atualizada, modelagem de movimento aprimorada, estrutura de particionamento flexíveis, ferramentas otimizadas de transformação e filtragem que também elevam a carga de decodificação, mas trazem vários benefícios.
Porém, o AV1 foi amplamente adotado desde o seu lançamento, começando pelo YouTube em 2018, a Netflix em 2020 e a Amazon em 2024. Atualmente, uma das poucas interessadas no AV2 é a Netflix.
Apesar disso, a AOMEDia segue confiante na adoção do seu codec, com meta de que 88% dos seus membros implementem a especificação no segundo semestre de 2027, por reduzir o custo de largura de banda, principalmente em resoluções altas como 4K e 8K com HDR.
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