Hospitais treinam para manter operações durante ciberataques

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Hospitais e sistemas de saúde dos EUA podem agora obter a certificação Cyber Resilience Readiness (CRR), programa desenvolvido pela American Hospital Association (AHA) e pelo Joint Commission para preparar instituições a manter cuidados seguros aos pacientes durante interrupções causadas por ataques cibernéticos, conforme anúncio publicado em 2025 (atualizado em maio de 2026). O programa complementa abordagens tradicionais de segurança cibernética ao focar na continuidade clínica durante falhas de tecnologia, não apenas na recuperação de TI.

Saúde foi setor mais atacado em 2025

Um relatório do FBI citado no lançamento do programa aponta que a saúde e a saúde pública foram os setores mais frequentemente alvo de ameaças cibernéticas em 2025, com 642 incidentes – incluindo 460 ataques de ransomware e 182 violações de dados. A Joint Commission, organização sem fins lucrativos que acredita instalações de saúde nos EUA, desenvolveu o programa com base em lições de ataques reais que afetaram hospitais americanos, de acordo com publicação da Associations Now em 26 de maio de 2026.

Preparação para o “apagão” tecnológico

Scott Gee, conselheiro nacional adjunto para Cibersegurança e Risco da AHA, afirmou que profissionais de TI são os responsáveis por religar os sistemas, mas os médicos e enfermeiros precisam saber como fazer seu trabalho durante a interrupção. “Às vezes não há alternativa próxima. Às vezes o impacto econômico é tremendo, e enviar todos os seus pacientes embora só agrava o problema”, disse Gee.

O programa ensina equipes hospitalares a responder à falta de acesso a registros eletrônicos e ferramentas de diagnóstico durante quedas de energia, ransomware e outros ataques. A certificação completa e serviços de consultoria adicionais estarão disponíveis no verão (hemisfério norte) de 2026.

Avaliação gratuita e certificação paga

O CRR é voluntário e modular. Organizações podem começar com uma autoavaliação gratuita para identificar sua capacidade atual de manter cuidados seguros durante interrupções tecnológicas. Uma revisão por especialistas está disponível por US$ 2.000. O programa foi desenvolvido em parceria com várias organizações de saúde. Gee observou que o processo de avaliação é semelhante em qualquer setor: mapear vulnerabilidades, entender dependências tecnológicas e planejar como operar sem a tecnologia.