InCor e Arqia usam Internet das Coisas para detectar riscos cardíacos

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arqia, saúde, vestível, iotFoto: Divulgação

O Instituto do Coração (InCor) e a empresa de conectividade Arqia estão envolvidas em um projeto de monitoramento e prevenção de doenças cardiovasculares que utilizam inteligência artificial e conectividade de Internet das Coisas (IoT) para detectar alterações cardíacas antes do surgimento de sintomas.

O projeto, conduzido pelo InCor, baseia-se em dispositivo vestível equipado com sensores ópticos capazes de realizar a aquisição contínua de sinais de fotopletismografia – tecnologia utilizada para avaliar a circulação sanguínea de forma não invasiva.

O sistema funciona como uma solução de Internet das Coisas (IoT) e utiliza a infraestrutura de conectividade da Arqia. A integração possibilita o acompanhamento em tempo real, à distância, de parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio, mesmo fora do ambiente hospitalar.

Os sinais são analisados por algoritmos de inteligência artificial, também desenvolvidos pelo InCor, que permitem a estimativa de biomarcadores cardiovasculares importantes para o acompanhamento clínico. No momento, a tecnologia está em fase de validação na cidade de São Paulo.

O InCor é vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Já a Arqia foi integrada no ano passado ao grupo Wireless Logic.

A tecnologia

"A tecnologia desenvolvida pelo InCor baseia-se nos princípios físicos da fotopletismografia: o dispositivo vestível emite feixes de luz sobre a pele do paciente e analisa a luz refletida, que varia de forma pulsátil em resposta às variações naturais e rítmicas do volume sanguíneo vascular ao longo do ciclo cardíaco", explica comunicado da Arqia.

"A partir desses sinais, algoritmos executados em um smartphone calculam automaticamente indicadores como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio. Além disso, um sensor de temperatura (termopar) integrado ao equipamento de uso corporal que permite a medição da temperatura da pele".

Com a conclusão da fase de validação clínica, o InCor planeja expandir os testes para outros hospitais e centros de referência, além de integrar a tecnologia a prontuários eletrônicos e plataformas de telemedicina. A expectativa é que, nos próximos anos, a solução se torne parte de um ecossistema nacional de monitoramento cardiovascular.

"Estamos falando de um modelo de acompanhamento que permite aos médicos enxergarem mudanças no estado do paciente no exato momento em que elas acontecem", afirmou Daniel Fuchs, Vice-Presidente de Inovação da Arqia, em comunicado.

"A conectividade IoT torna esse fluxo contínuo e seguro, possibilitando decisões mais rápidas e potencialmente salvando vidas. É a prova de que tecnologia e saúde avançam ainda mais quando caminham juntas", completou.