Mais n?cleos e mesmo desempenho? Novo Intel Core 9 n?o supera "veterano" em jogos
25 de maio de 2026 0
A corrida por mais núcleos nos processadores sempre foi vista como o caminho garantido para mais potência, mas aparentemente nem sempre isso é verdade. O novo Core 9 273PQE, modelo topo de linha da arquitetura Bartlett Lake da Intel, trouxe a promessa de 12 núcleos de performance (P-cores), mas falhou em entregar melhorias reais em comparação a chips mais antigos.
Em uma bateria de testes realizada pelo portal PC Games Hardware em cerca de 15 jogos, o novo processador foi colocado frente a frente com o Core i9-13900K, lançado ainda em 2022 como um grande expoente em desempenho.
O resultado surpreendeu entusiastas: mesmo com quatro núcleos de performance a mais do que o modelo da família Raptor Lake, o novo componente não conseguiu superá-lo na maioria dos cenários de gaming.
O setup de teste utilizou uma GeForce RTX 5090, eliminando gargalos gráficos para focar puramente no processador. Durante as sessões, o Core 9 273PQE alcançou frequências de quase 5,3 GHz, embora suas especificações oficiais permitam um turbo de até 5,9 GHz. No entanto, o i9-13900K se manteve mais eficiente em atingir suas velocidades máximas.
Essa falta de ganho de performance ajuda a explicar por que a Intel pode ter optado por direcionar a linha Bartlett Lake para o mercado de uso embarcado, industrial. O avanço de desempenho foi considerado abaixo do esperado, se comparado aos chips de 8 núcleos de performance que já dominam o segmento de consumo.
A realidade apontada pelos benchmarks é que as cargas de trabalho dos jogos atuais parecem não exigir mais do que 8 núcleos de performance para alcançar um funcionamento otimizado.
Além disso, o Core i9-13900K ainda conta com seus núcleos de eficiência (E-cores) que auxiliam em diversas tarefas, algo que a nova configuração de apenas núcleos de performance não conseguiu compensar totalmente.
Fatores como a maturidade das placas-mãe Z790 e otimizações de BIOS também pesam a favor do modelo mais antigo, que já está consolidado no mercado. Com esses dados em mãos, fica claro que a simples adição de núcleos não é a solução mágica para quem busca mais frames por segundo.
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