Norma SGP32 inaugura nova fase da conectividade IoT no Brasil

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A chegada da norma SGP32, criada pela GSMA para o mercado de Internet das Coisas (IoT), começa a abrir uma nova etapa da conectividade corporativa no Brasil. O novo padrão internacional permite que dispositivos conectados realizem troca remota de operadoras e gerenciamento de perfis sem necessidade de substituição física do SIM card, trazendo mais flexibilidade, automação e eficiência operacional para empresas que operam em larga escala.

Embora o eSIM já seja conhecido no mercado de smartphones, a SGP32 foi desenvolvida especificamente para operações IoT e M2M, como maquininhas de pagamento, rastreadores veiculares, sensores industriais, medidores inteligentes e dispositivos conectados espalhados em diferentes regiões do país.

Segundo especialistas da BR Captura, empresa especializada em gestão de conectividade corporativa, o avanço da norma representa uma mudança estrutural na forma como empresas administram conectividade. "O principal impacto do SGP32 não está apenas na troca do chip físico pelo virtual, mas na possibilidade de transformar conectividade em uma operação gerenciada por software", afirma Luiz Francisco de Matos Neto, executivo da BR Captura.

Na prática, a nova arquitetura permite que empresas adicionem, ativem, desativem ou alterem operadoras remotamente, sem necessidade de deslocamento técnico ou intervenção física no equipamento.

Um dos principais avanços da SGP32 está na interoperabilidade entre operadoras, fabricantes de SIM cards e plataformas de gestão. Isso reduz a dependência de um único fornecedor e amplia a capacidade de adaptação das empresas ao longo do ciclo de vida dos dispositivos.

Segundo Marco Stabile, executivo de contas da BR Captura, a nova tecnologia responde diretamente a dores históricas do mercado de IoT. "Uma empresa pode ter centenas de milhares de dispositivos espalhados pelo Brasil. Antes, qualquer troca de operadora exigia intervenção física. Agora isso começa a ser feito remotamente", explica.

O modelo também reduz a necessidade de grandes estoques de chips físicos e simplifica operações logísticas em projetos distribuídos nacionalmente.

Em um país com dimensões continentais e diferentes níveis de cobertura entre operadoras, a possibilidade de trocar perfis remotamente tende a aumentar a eficiência operacional e reduzir custos.

Conectividade passa a ser estratégica

A nova norma também cria espaço para um modelo mais inteligente de gestão de conectividade. Com múltiplos perfis armazenados no mesmo e-SIM, empresas passam a ter possibilidade de alternar operadoras conforme qualidade de sinal, reduzir custos de conectividade, automatizar regras de troca, ativar perfis de backup, aumentar resiliência operacional e monitorar conectividade em tempo real.

Segundo a BR Captura, a conectividade deixa de ser apenas infraestrutura técnica e passa a integrar a estratégia operacional das empresas. "O mercado de IoT sempre sofreu com logística, estoque de SIM cards e dependência operacional. O novo padrão começa a mudar isso", diz Luiz.

Meios de pagamento e utilities devem liderar adoção

A expectativa do mercado é que os primeiros movimentos de adoção em larga escala aconteçam principalmente em setores com grande volume de dispositivos conectados e ciclos frequentes de renovação tecnológica.

Entre os principais segmentos estão meios de pagamento, rastreamento, utilities, energia, saneamento, logística e agronegócio.

Segundo a BR Captura, o avanço da digitalização e da automação deve ampliar significativamente o número de dispositivos conectados nos próximos anos, aumentando também a demanda por plataformas de gestão e orquestração de conectividade.

Hoje, a empresa gerencia mais de 10 milhões de linhas IoT e M2M no Brasil, integrando conectividade, inventário, consumo, faturamento e monitoramento operacional em uma única plataforma. Embora a norma represente um avanço importante para o mercado, a implementação ainda acontece gradualmente entre fabricantes, operadoras e plataformas.

A tendência, segundo especialistas, é que a maturidade do ecossistema evolua nos próximos anos, acompanhando o crescimento da demanda por dispositivos conectados e operações cada vez mais automatizadas. "A essência da SGP32 é entregar liberdade operacional para o cliente. A conectividade deixa de ser uma limitação física e passa a ser administrada de forma muito mais dinâmica", afirma Marco.

BR Captura – empresa brasileira de tecnologia especializada em gestão de conectividade corporativa para operações IoT/M2M. Com mais de 10 milhões de linhas gerenciadas no país, a companhia oferece uma solução end-to-end para gestão de SIM cards, eSIM, conectividade móvel, inventário, faturamento, monitoramento operacional e prevenção a fraudes. A plataforma centraliza informações em um único ambiente inteligente, permitindo que empresas automatizem processos, aumentem o controle da operação, reduzam desperdícios e gerem eficiência operacional em larga escala, transformando a gestão de conectividade em inteligência estratégica para os negócios.