O Brasil vive um momento singular quando falamos de empreendedorismo. Nunca houve tantos negócios ativos no país — são mais de 20 milhões de empresas em operação, com predominância absoluta de micro e pequenos negócios [1]. Ao mesmo tempo, nunca foi tão desafiador garantir a sustentabilidade dessas iniciativas no longo prazo, diante de um ambiente competitivo, digital e em constante transformação.
Nesse cenário, um elemento se destaca como protagonista silencioso dessa mudança: o celular.
Se antes ele era apenas um meio de comunicação, hoje o smartphone se consolidou como o principal ponto de contato entre empreendedores e seus clientes. É por meio dele que produtos são divulgados, pedidos são recebidos, pagamentos são realizados e relacionamentos são construídos. Em muitos casos, o celular deixou de ser um apoio para se tornar o próprio negócio — especialmente em um país onde o uso de aplicativos de mensagem e redes sociais é dominante nas interações comerciais [2].
Mas existe um ponto crítico nessa equação: ter acesso à tecnologia não significa, necessariamente, saber utilizá-la de forma estratégica.
Grande parte dos empreendedores brasileiros — especialmente os micro e pequenos, que representam cerca de 97% a 99% das empresas no país [3] — já incorporam o celular à rotina. No entanto, ainda enfrentam desafios importantes relacionados à gestão, organização e posicionamento digital. A falta de capacitação nessas áreas segue como um dos principais entraves à sobrevivência e ao crescimento sustentável dos negócios [4].
Essa lacuna entre acesso e conhecimento é, hoje, um dos pontos mais sensíveis da economia empreendedora brasileira.
Foi olhando exatamente para essa lacuna que desenhamos, em parceria com o Sebrae SP, o curso Gestão Digital: Posicionamento e Produtividade pelo Celular [5], com a premissa de ensinar os empreendedores a usar o aparelho que já está na mão dele para vender mais, organizar melhor a rotina e tomar decisões com mais informação. Em vez de tratar o smartphone como um tema técnico, partimos do uso real: como transformar o WhatsApp em um canal estruturado de vendas, como organizar processos básicos pelo próprio celular, e como construir uma presença digital que faça diferença no fim do mês, por exemplo.
Esse tipo de iniciativa, quando feito em conjunto entre o setor privado e instituições como o Sebrae SP, tem o potencial de acelerar a transformação digital de milhares de empreendedores justamente porque traduz conceitos técnicos em aplicações práticas, acessíveis e adaptadas à realidade do dia a dia. Mais do que ensinar ferramentas, trata-se de promover autonomia: quando um empreendedor aprende a transformar o celular em um canal estruturado, ele ganha independência para responder com agilidade às demandas do mercado e escalar sua operação de forma sustentável.
Na JOVI, entendemos que fabricar bons aparelhos é apenas metade do trabalho de uma marca de tecnologia hoje. Bateria que aguenta uma jornada de entregas, desempenho que não trava numa transmissão ao vivo, resistência para o uso intenso. Isso é o básico que qualquer empreendedor tem o direito de esperar. A outra metade é garantir que ele saiba o que fazer com tudo isso. Não adianta o aparelho ser capaz de muita coisa se o usuário só conhece uma fração do que ele permite.
É aí que a tecnologia, quando aliada à educação, deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a ser um verdadeiro vetor de transformação social e econômica.
Jorge Gloss, diretor de marketing da JOVI.
1 – Governo Federal do Brasil – Dados sobre número de empresas ativas no país (mais de 20 milhões)
2 – Mobile Time / Opinion Box – Estudos sobre uso de smartphones, redes sociais e aplicativos de mensagem no Brasil
3 – Sebrae – Participação de micro e pequenas empresas (cerca de 97% a 99% dos negócios no país)
4 – Sebrae – Dados, desafios e impacto das MPEs no Brasil
5 – "Gestão Digital: Posicionamento e Produtividade pelo Celular" – Curso da JOVI em parceria com Sebrae SP
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há 2 horas
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