Operadoras dos EUA formam organização para segurança cibernética

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gsi, cnciberImagem: Freepik

A AT&T, a Verizon e a T-Mobile – as três principais operadoras de telecomunicações dos Estados Unidos – formaram uma organização sem fins lucrativos dedicada a juntar esforços para fortalecer a segurança digital em telecom.

O Centro de Análise e Compartilhamento de Informações sobre Segurança Cibernética em Comunicações (C2 ISAC, na sigla em inglês) também conta com as empresas Charter, Comcast, Cox, Lumen Technologies e Zayo. As atividades do centro devem começar em junho.

Em nota, as operadoras afirmam que o setor de telecomunicações dos Estados Unidos "reconhece a necessidade urgente de defesas robustas e unificadas diante das ameaças persistentes às redes e aos consumidores".

Segundo o grupo, as ameaças cibernéticas vêm se tornando mais sofisticadas e complexas, sobretudo em função do rápido desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA).

"Os membros fundadores criaram o C2 ISAC porque nenhuma empresa sozinha tem visibilidade completa de todas as ameaças ou consegue lidar com todos os riscos", ressalta a organização.

C2 ISAC, centro de segurança cibernética das operadoras dos EUAC2 ISAC, centro de segurança cibernética das operadoras dos EUA (crédito: Divulgação)

A expectativa é de que, ao compartilhar recursos, conhecimento especializado e informações em tempo real, o C2 ISAC contribua para que o setor antecipe, identifique e responda a ameaças cibernéticas com mais rapidez e eficácia.

Estrutura e governança

As oito empresas fundadoras formarão o conselho de administração, composto por seus diretores de segurança da informação.

A executiva Valerie Moon atuará como diretora executiva, supervisionando diariamente as operações. Ela tem larga experiência em segurança cibernética e nacional, incluindo cargos de liderança na Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura de Segurança (CISA) e no Federal Bureau of Investigation (FBI).

"O C2 ISAC fortalecerá as organizações membros individualmente e apoiará a resiliência da infraestrutura de comunicações críticas do país", disse Valerie.