Palo Alto Networks acelera sua estratégia no Brasil com IA, SOC autônomo e novos investimentos em cibersegurança

há 1 hora 2

Durante o Ignite on Tour 2026, realizado em São Paulo, a Palo Alto Networks reforçou sua estratégia de expansão no Brasil e na América Latina, destacando novos investimentos em estrutura local, inteligência artificial, resposta a incidentes e fortalecimento do ecossistema de parceiros.

Em entrevista à TI Inside, Marcos Pupo, presidente da companhia para a América Latina, afirmou que o atual cenário de aceleração da IA generativa exige uma nova abordagem das empresas em segurança cibernética – tanto para lidar com oportunidades quanto com ameaças cada vez mais sofisticadas.

"Os atacantes passam a ser muito mais precisos, têm maior escala e mais agilidade. A indústria precisa estar preparada para combater AI com AI", afirmou o executivo.

Segundo Pupo, o Ignite on Tour tem justamente o objetivo de aproximar clientes, parceiros e especialistas das principais transformações do mercado de cybersecurity. O evento também serve como um espaço para troca de experiências e entendimento das demandas específicas do mercado brasileiro.

Brasil se torna peça-chave na estratégia latino-americana

Desde sua chegada à companhia, em 2025, Pupo lidera um movimento de ampliação da operação regional da Palo Alto Networks, com foco em aumentar a proximidade com clientes e parceiros estratégicos.

De acordo com o executivo, a companhia vê o Brasil como um hub estratégico para suportar toda a operação latino-americana, especialmente pela maturidade do mercado brasileiro em cybersecurity. "A gente percebeu que não basta apenas vender tecnologia. É preciso apoiar os clientes na adoção, na transformação, na operação e no suporte", explicou.

Entre os investimentos anunciados estão a expansão da estrutura comercial e técnica e novas contratações para expansão de equipe, inclusive da Unit 42 no Brasil, divisão global da Palo Alto Networks especializada em inteligência de ameaças, serviços gerenciados e resposta a incidentes.

A empresa também pretende inaugurar no país um Executive Briefing Center, modelo já existente em unidades da Califórnia e outras regiões do mundo. O espaço funcionará como um centro de inovação voltado para demonstração de soluções e aproximação com clientes.

IA, automação e SOC autônomo lideram estratégia da companhia

Outro destaque da entrevista foi o forte avanço da companhia em aquisições estratégicas. Segundo Pupo, entre o ano passado e esse a Palo Alto Networks já concluiu quatro aquisições, somando mais de US$30 bilhões em investimentos. Recentemente a Portkey, de AI Gateways, também teve sua intenção de compra anunciada pela Palo Alto Networks.

As movimentações têm como objetivo ampliar a integração da plataforma de segurança da companhia e acelerar áreas consideradas prioritárias, como IA, identidade digital, proteção de ambientes em nuvem e transformação dos SOCs (Security Operations Centers).

"A transformação do SOC é uma das áreas em que vemos maior demanda. As empresas querem sair de um SOC reativo para um SOC mais autônomo", afirmou.

Entre os exemplos citados está a recente aquisição da CyberArk, voltada para segurança de identidade, além da compra da startup Koi, focada em ampliar a gestão e proteção de agentes de IA.

Segundo o executivo, o avanço das ameaças digitais exige arquiteturas cada vez mais automatizadas e orientadas por machine learning. Atualmente, a Palo Alto Networks afirma processar diariamente 17 petabytes de eventos e bloquear mais de 50 bilhões de ataques por dia em sua base global de mais de 80 mil clientes.

"Você precisa de um único data lake com bilhões de eventos para conseguir gerar inteligência e automação em escala", explicou.

Clientes devem assumir papel central no Ignite 2027 

Para 2027, a expectativa da companhia é ampliar ainda mais a participação de clientes no evento, trazendo casos reais de implementação, desafios e resultados obtidos com o uso das tecnologias da Palo Alto Networks.

Pupo destacou que o avanço da IA nas empresas deve acelerar significativamente até a próxima edição do Ignite, criando novos cenários de uso, riscos e demandas por proteção.

"A gente gosta de trazer os clientes para contar essa jornada, os aprendizados e os resultados alcançados. O setor está mudando muito rápido, e essa troca é fundamental para todo o ecossistema", concluiu.