
A PIMCO informou hoje, 25 de novembro de 2025, que alienou a totalidade das 64,8 milhões de ações ordinárias remanescentes que detinha na Oi, encerrando sua participação de 19,7268% no capital social da operadora em recuperação judicial. A comunicação foi feita por meio de correspondência entregue à companhia e encaminhada à CVM e à B3.
Segundo o documento encaminhado à Oi, os fundos geridos pela Pacific Investment Management Company LLC não detêm mais quaisquer ações ou derivativos referenciados em valores mobiliários da companhia. A gestora afirmou não possuir planos de influenciar o controle ou a administração da empresa e declarou não ser parte de acordos de voto ou instrumentos que prevejam novas aquisições ou alienações de valores mobiliários.
Movimento iniciado após a retomada da RJ
A saída completa da PIMCO ocorre após uma sequência de vendas realizadas ao longo de novembro, momento em que as ações da Oi voltaram a ser negociadas com liquidez na B3, após dias em suspensão devido à decretação de falência pela Justiça. Revertida a falência e determinado o retorno da companhia a recuperação judicial, a gestora passou a reduzir sua posição de forma acelerada.
Em 17 de novembro, fundos sob gestão da PIMCO venderam 15.279.100 ações ordinárias, equivalentes a 4,6505% do capital total e votante, passando a deter cerca de 29,98% da companhia .
No dia 18 de novembro, nova venda reduziu a participação para aproximadamente 24,46%.
Em 19 de novembro, outra operação alienou mais 4,7299% do capital, levando a posição para 19,72% .
A alienação informada hoje encerra definitivamente a presença acionária da gestora na operadora.
Acusações de abuso de poder e decisões judiciais
O movimento de desinvestimento ocorre no mesmo mês em que a PIMCO se tornou alvo de novas disputas judiciais relacionadas à sua atuação no grupo Oi. Em 7 de novembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região determinou o arresto de notas de crédito da PIMCO no processo que centraliza execuções contra a Serede, subsidiária da Oi. A decisão citou indícios de gestão fraudulenta, esvaziamento patrimonial e passivo superior a R$ 1,5 bilhão .
Antes disso, em 15 de outubro, a V.tal apresentou protesto judicial acusando a PIMCO de abuso do poder de controle, interferência excessiva na condução da Oi e uso de estrutura societária que lhe conferiria controle de fato. A empresa pediu que a Justiça impedisse a gestora de alienar bens no país enquanto se apuram os supostos danos à operadora.
Essas disputas se somam ao processo de recuperação judicial em andamento, no qual a atuação da gestora tem sido reiteradamente contestada por credores e acionistas.
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