Em um cenário de crescente demanda por especialistas em Inteligência Artificial no Brasil, o edital do programa Industr.IA foi lançado oficialmente ontem, 02 de junho, com a proposta de formar pesquisadores e fortalecer a pesquisa aplicada em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) voltada à indústria nacional.
A iniciativa, executada pelo Instituto Atlântico, por meio da Escola Atlântico Avanti, e pelo iRede em parceria com universidades brasileiras, prevê investimento de aproximadamente R$ 46 milhões ao longo de quatro anos. O programa prevê a capacitação de 130 a 180 pesquisadores, além da criação de pelo menos 15 núcleos de pesquisa em Inteligência Artificial em diferentes regiões do país e é apoiado com recursos da Lei nº 8.248/1991.
O programa também prevê o desenvolvimento de cerca de 90 produtos científicos e tecnológicos, entre artigos, softwares e patentes, ampliando a conexão entre universidades, indústria e pesquisa aplicada.
O Industr.IA tem coordenação estratégica da Softex no âmbito das diretrizes do Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI) para capacitação em TIC. A iniciativa está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024), ao programa IA² MCTI, ao "MCTI Futuro do Trabalho" e à Lei da Informática (Lei nº 8.248/91).
"O Brasil vive uma corrida pela formação de talentos em IA. A indústria precisa de profissionais capazes de transformar pesquisa em inovação aplicada e ganho de competitividade", afirma Cleilton Rocha, líder de IA e Ciência de Dados do Atlântico.
O Industr.IA atuará em áreas estratégicas como IA Generativa, modelos de linguagem (LLMs), Visão Computacional, Machine Learning, Deep Learning, Engenharia de Dados e Edge AI, tecnologias utilizadas em automação industrial, análise inteligente de dados e desenvolvimento de soluções avançadas de inteligência artificial.
Segundo Cleilton Rocha, o programa busca aproximar formação acadêmica e demandas reais do setor produtivo. "A inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica para a competitividade industrial. O objetivo é formar pesquisadores preparados para atuar em desafios concretos da indústria brasileira", destaca.
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