
A TIM lançou nesta segunda-feira, 8 de dezembro, três APIs de rede voltadas à segurança digital e à validação de identidade em serviços online. As interfaces integram o ecossistema Open Gateway, iniciativa coordenada pela GSMA, núcleo da tele que já registra 50 milhões de consultas desde a adoção, em novembro de 2023.
A principal novidade é a API KYC Fill In, que permite o preenchimento automático dos dados cadastrais de um usuário com base nas informações da operadora, mediante consentimento. A TIM afirma que a ferramenta proporciona uma experiência inicial mais ágil e segura, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Outra interface anunciada é a KYC Tenure, que informa há quanto tempo uma linha está vinculada ao mesmo titular. A funcionalidade é voltada a empresas que desejam incorporar esse histórico em análises de risco e de relacionamento. Já a API Device Swap detecta trocas recentes de aparelho celular, adicionando uma camada de segurança para prevenção de fraudes, especialmente no setor de seguros.
“Acreditamos que o Open Gateway é essencial para interações digitais mais simples e convenientes, onde a tecnologia se incorpora naturalmente ao dia a dia. Ao mesmo tempo, reforçamos nosso compromisso com a evolução da segurança digital, unindo tecnologia avançada, conformidade regulatória e inteligência de rede para transformar o mercado digital”, afirmou Leonardo Siqueira, diretor de Data Monetization da TIM.
Segundo o executivo, “todas as APIs são disponibilizadas em formato aberto, com integração simples e padronizada, permitindo que empresas incorporem mecanismos de validação e prevenção diretamente em seus fluxos operacionais”.
Histórico e aplicações em segurança
As três novas interfaces se somam às APIs lançadas pela TIM no início da sua adesão ao Open Gateway, entre elas:
- Number Verify – autenticação contínua do número na rede móvel;
- SIM Swap – verificação da troca recente de chip;
- Device Location – validação da geolocalização do dispositivo;
- KYC Match – conferência de dados cadastrais com base nas informações da operadora.
Todas essas soluções têm como foco a segurança de transações digitais em setores como fintechs, seguros, varejo e serviços online, com aplicações diretas em autenticação, onboarding de clientes e prevenção de fraudes.
Plataforma é usada em compras coletivas nas favelas
A logtech Carteiro Amigo, especializada em entregas em territórios periféricos, é uma das empresas que já utilizam as APIs da TIM. A startup lançou o Juntoos, uma plataforma de compras em grupo para moradores de favelas, com funcionamento inicial nas comunidades da Rocinha e Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.
As interfaces de rede são usadas para validar automaticamente o número de telefone do usuário, confirmar sua localização e direcionar promoções exclusivas às áreas atendidas.
“O Juntoos nasce como um dos nossos cases mais relevantes. Essa combinação de tecnologia, logística e impacto social reforça nosso propósito, que é mostrar que a favela é potência e merece acesso à mesma qualidade e conveniência disponíveis nos grandes centros”, declarou Pedrinho Júnior, CEO e cofundador do Carteiro Amigo.
“Com o uso das interfaces do TIM Open Gateway, conseguimos desbloquear endereços antes invisíveis para o varejo e criar uma jornada de compra mais simples, confiável e próxima das pessoas”, completou.
Segundo os fundadores, o modelo permite economia no frete, que é subsidiado, e resolve uma limitação frequente do comércio eletrônico nas periferias: a entrega. Os pedidos são retirados em pontos físicos localizados dentro das comunidades.
“São mais de 16 milhões de brasileiros vivendo em mais de 13 mil favelas espalhadas pelo país. O Juntoos representa uma oportunidade inédita para que o mercado converse de forma inteligente, respeitosa e efetiva com um dos maiores potenciais econômicos do Brasil”, concluiu Thiago Monsores, CMO e cofundador da logtech. (Com assessoria de imprensa)
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