Resumo: Um malware distribuído junto ao ativador ilegal KMSAuto teria infectado cerca de 2,8 milhões de sistemas. O caso reforça o alerta sobre os riscos de cracks e ativadores.
Um malware oculto no KMSAuto, ferramenta conhecida por ser usada para ativar ilegalmente o Windows e o Microsoft Office, teria sido responsável pela infecção de cerca de 2,8 milhões de computadores. A repercussão aumentou após a prisão de um suspeito de 29 anos na Lituânia, apontado como envolvido na distribuição do código malicioso.
De acordo com especialistas em segurança digital, o golpe se aproveita da popularidade do ativador em sites de download e fóruns, onde o programa é divulgado como “solução gratuita” para liberar recursos pagos. Na prática, ao executar o instalador, o usuário pode estar abrindo caminho para a instalação silenciosa do vírus.
Como a infecção acontece
O esquema costuma funcionar assim: o ativador é distribuído em versões modificadas, empacotadas com arquivos extras. Durante a instalação, o malware é executado em segundo plano e pode passar despercebido, especialmente quando o antivírus está desativado, desatualizado ou configurado para “não detectar” cracks.
- Instalação silenciosa: o vírus entra junto do ativador e se mantém oculto.
- Persistência: cria tarefas/serviços para reiniciar com o sistema.
- Exploração: abre brechas e pode baixar outros arquivos maliciosos.
O que o malware pode fazer
Dependendo da variante, o código malicioso pode ter várias finalidades: desde coletar informações do usuário até transformar o computador em parte de uma rede usada para ataques (botnet).
Principais riscos
- Roubo de credenciais (e-mail, redes sociais, serviços e senhas salvas).
- Coleta de dados pessoais e possível espionagem digital.
- Instalação de outros malwares (adwares, trojans, ransomware).
- Uso do PC para atividades criminosas sem que o dono perceba.
Por que ativadores ilegais são tão perigosos
Ativadores e cracks exigem permissões elevadas, mexem em arquivos críticos e alteram configurações do sistema. Isso cria um cenário perfeito para invasões: basta o instalador estar adulterado para que o usuário dê, sem querer, acesso total ao computador.
Como se proteger
- Evite ativadores/cracks e downloads de procedência duvidosa.
- Mantenha Windows e programas atualizados com correções de segurança.
- Use antivírus confiável e não desative a proteção para instalar “patch”.
- Ative verificação em duas etapas nas principais contas (e-mail e redes sociais).
Atenção: Se você já usou algum ativador no computador, faça uma varredura completa com um software de segurança confiável e troque senhas importantes (e-mail, bancos e redes sociais).
Conclusão
O caso reforça um alerta antigo: quando o assunto é software, “o barato pode sair caro”. Ferramentas ilegais como o KMSAuto seguem sendo um dos meios mais comuns de disseminação de malware — e o prejuízo pode ir desde perda de arquivos até roubo de dados e golpes financeiros.
Tags: Segurança • Malware • Windows • Office • Tecnologia
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