Vivo amplia Vivo Ventures para R$ 470 milhões e reforça estratégia de inovação

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A Vivo anunciou a ampliação do capital comprometido do Vivo Ventures, seu fundo de corporate venture capital (CVC), para R$ 470 milhões. O valor representa um acréscimo de R$ 150 milhões em relação ao montante originalmente previsto, elevando o fundo a um dos maiores veículos corporativos de venture capital em operação no Brasil. O anúncio foi feito em 2025 e marca uma nova etapa da estratégia de inovação da operadora.

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Criado em 2022, o Vivo Ventures atua como um fundo de growth capital, com foco em empresas inovadoras e escaláveis. Segundo a companhia, a ampliação do capital permitirá manter uma estratégia contínua de investimentos, com prioridade para soluções baseadas em inteligência artificial, além de serviços financeiros, saúde digital, casa inteligente e energia, áreas consideradas estratégicas pela Vivo.

De acordo com Rodrigo Gruner, vice-presidente de Inovação e Novos Negócios da Vivo, o fundo tem papel relevante na diversificação da atuação da empresa. “O Vivo Ventures é referência no mercado de corporate venture capital não só pelo portfólio de investidas que constituiu ao longo de três anos, mas principalmente pelo valor agregado que esses investimentos trazem para a Vivo, ao contribuir para o desenvolvimento de serviços e produtos em áreas que vão além de telecomunicações”, afirmou o executivo, em nota.

Phillip Trauer, diretor do Vivo Ventures e da Wayra Brasil, afirmou que a ampliação reforça a integração do CVC à estratégia corporativa. “Entramos em uma nova fase do Vivo Ventures: mais capital, mais proximidade estratégica e maior ambição”, disse. Segundo ele, o objetivo é apoiar startups com potencial de gerar produtos, receitas e vantagens competitivas para a companhia.

Atualmente, sete startups investidas pelo fundo já possuem contratos firmados com a Vivo, enquanto outras três estão em negociação para prestação de serviços ou parcerias comerciais. Entre os exemplos citados pela empresa está a Klubi, fintech autorizada pelo Banco Central a operar no setor de consórcios, que desenvolveu em conjunto com a Vivo ofertas de consórcio de smartphones e motocicletas.

Outro caso é o da CRMBonus, que utiliza inteligência artificial para programas de relacionamento com clientes, cuja solução Vale Bônus integra a proposta de valor para assinantes da operadora. Na área de saúde digital, a parceria com a Conexa resultou na criação do Hospital Púrpura, voltado ao atendimento virtual de colaboradores da Vivo e seus dependentes.

Desde sua criação, o Vivo Ventures alocou mais de R$ 230 milhões em 14 investimentos até hoje. Em 2025, o fundo realizou sete aportes, incluindo participações na plataforma financeira Asaas, voltada a pequenas e médias empresas, e na 180 Seguros, insurtech com foco em aplicações de inteligência artificial. (Com assessoria)

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