Vivo: cobertura de telecom não é problema na digitalização do Brasil

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vivoChristian Gebara, da Vivo. Foto: Conexis Brasil Digital

Com o avanço da infraestrutura de conectividade no Brasil, a Vivo entende que a extensão da cobertura de telecomunicações não é impedimento para a digitalização do País. Segundo o CEO da tele, Christian Gebara, aspectos como a carga de impostos e a falta de letramento digital são questões mais urgentes.

O diagnóstico foi feito durante o primeiro dia do Painel Telebrasil Summit 2026, iniciado nesta terça-feira, 19, em Brasília. Na ocasião, Gebara destacou que a cobertura 4G somada das operadoras alcança praticamente 100% do País, ao passo que no 5G, a disponibilidade ultrapassa os 70%.

"O problema do Brasil não é a cobertura", resumiu o executivo da Vivo, ao destacar a carga de impostos que impede, por exemplo, uma maior penetração de dispositivos celulares modernos. Na base da Vivo, cerca de 30% dos assinantes contam com aparelhos 5G, disse.

"A taxa impositiva sobre aparelhos pode chegar a 37% no Brasil, e sobre os nossos serviços [de telecom], a 30%. A média de países desenvolvidos ou que apostaram na digitalização é de 12%", lamentou Gebara.

Letramento digital

Ao lado dos impostos e da acessibilidade financeira, o executivo da Vivo também apontou o letramento digital como grande gargalo para a digitalização do País.

"O IBGE fez uma análise de 20 milhões de pessoas sem acesso móvel e mais de 50% dizem que não veem para que usar [os serviços] ou que não sabem como usar. Outros 20% dizem que não estão conectados porque é caro e apenas 1%, porque não tem cobertura".

Racional similar foi aplicado à banda larga fixa, onde a Vivo desponta como principal operadora de fibra. Segundo Gebara, sete milhões de lares não possuem o serviço, sendo que 50% não usam a banda larga por falta de letramento e apenas 4%, por não possuírem cobertura.

"O letramento digital, fora os impostos, é um problema grave para um país que quer se digitalizar. Mais de 50% da população não sabe editar arquivos no Word ou mandar e-mail com anexo. Não dá para ser um país digital sem tornar mais acessível e melhorar letramento digital da população".