A Europol anunciou, em 21 de maio de 2026, o desmantelamento da ‘First VPN’, um serviço VPN utilizado por criminosos para ocultar ataques de ransomware, roubo de dados e outros crimes graves. A operação, liderada pela França e Holanda entre 19 e 20 de maio, contou com o apoio da Europol e da empresa de segurança Bitdefender, parceira na investigação. O administrador do serviço foi entrevistado e sua residência na Ucrânia foi vasculhada, resultando na apreensão de 33 servidores.
Serviço promovia anonimato para os criminosos
Por anos, a ‘First VPN’ foi promovida em fóruns de cibercrime de língua russa como uma ferramenta confiável para permanecer fora do alcance da lei, oferecendo pagamentos anônimos e infraestrutura oculta. O serviço apareceu em quase todas as principais investigações de cibercrime apoiadas pela Europol nos últimos anos. Edvardas Šileris, chefe do Centro Europeu de Cibercrime da Europol, afirmou que os criminosos viam a VPN como uma porta de entrada para o anonimato, mas a operação prova o contrário.
Usuários identificados e notificados pela Europol
Os investigadores obtiveram acesso ao serviço, conquistaram seu banco de dados de usuários e identificaram conexões VPN usadas por criminosos para ocultar suas atividades. A inteligência coletada expôs milhares de usuários ligados ao ecossistema do cibercrime e gerou pistas operacionais relacionadas a ataques de ransomware e fraudes. Os usuários do serviço criminoso foram notificados sobre a desativação e informados de que foram identificados, segundo comunicado da Europol.
Os domínios alvo (1vpns.com, 1vpns.net, 1vpns.org e domínios onion associados) foram desativados. Um time investigativo conjunto foi estabelecido com o apoio da Eurojust em novembro de 2023, e uma Força-Tarefa Operacional na Europol reuniu investigadores de 16 países. A operação já gerou 83 pacotes de inteligência disseminados, informações compartilhadas sobre 506 usuários e 21 investigações apoiadas pela Europol avançadas.
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há 2 dias
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