Um relatório da Ookla sobre o uso do Wi-Fi ao redor do mundo revelou que, no Brasil, a geração Wi-Fi 6 da tecnologia representa 21,1% dos equipamentos instalados junto aos clientes. Já a adoção do Wi-Fi 7 no País e o uso do espectro de 6 GHz para suporte das conexões não chegam a 1%.
O levantamento usou dados do Ookla Speedtest coletados em dispositivos Android para acompanhar a disseminação das diferentes gerações de Wi-Fi, tendo como referência o primeiro trimestre de 2026. No Brasil, o Wi-Fi 5 domina (com quase 47% do mercado de CPEs), seguido do Wi-Fi 4.
Fonte: Ookla. Dados referentes ao primeiro trimestre de 2026Segundo o relatório, a penetração brasileira do Wi-Fi 6 é superada por alguns mercados latino-americanos: são os casos do Chile (líder da região, com 38%), Uruguai (32,8%), Costa Rica (27,4%) e Porto Rico (24,8%).
A marca nacional também fica atrás da média global: 27% (contra 6% há quatro anos). Nos Estados Unidos e no Canadá, a adoção da sexta geração da tecnologia já ultrapassa os 57%, indica a Ookla.
Wi-Fi 7
No caso do Wi-Fi 7, versão ainda mais moderna da tecnologia sem fio, a Ookla aponta média global de 2% na adoção do padrão (bem acima dos 0,2% brasileiros)
O Porto Rico surge como líder na América Latina, com 1,1% de penetração entre as amostras realizadas, sendo que os Estados Unidos alcançam 7,2%. Os destaques são mercados asiáticos como China (7,5%) e Singapura (líder global na adoção, com mais de 25%).
Espectro de 6 GHz
Outro ponto explorado pelo relatório da Ookla foi o uso de diferentes faixas de espectro para suporte do Wi-Fi. Na América Latina e no Brasil, o uso do 6 GHz ainda engatinha e não alcança sequer 1% das amostras.
"A faixa de 6 GHz representou apenas 0,1% do total de amostras de Wi-Fi no primeiro trimestre de 2026. Embora territórios como Porto Rico (1,1%) e Costa Rica (0,5%) liderem a adoção inicial, as maiores economias da região – incluindo México (0,2%) e Brasil (0,1%) – possuem baixa utilização, e várias nações permanecem em 0,0%", diz a Ookla.
Em todo o mundo, a média de utilização do espectro de 6 GHz entre equipamentos é de 1,7%, apontou a firma de medições. A empresa aponta a fragmentação de regulações na faixa como entrave.
5 GHz
Dessa forma, a faixa de 5 GHz é a mais utilizada pelos equipamentos instalados junto aos clientes na América Latina e no mundo. Ela atingiu 63,3% das amostras na região no primeiro tri (há quatro anos essa participação era de 46,1%) e quase 60% globalmente.
No sentido inverso, o espectro de 2,4 GHz suporta atualmente 36,5% das conexões na América Latina, número bem menor que os 53,9% medidos pela Ookla na região há quatro anos.
"No primeiro trimestre de 2026, o ecossistema da América Latina refletiu uma transição consistente das frequências legadas para a faixa de 5 GHz, enquanto a faixa de espectro de 6 GHz ainda permanece um nicho emergente", resumiu a Ookla.
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há 3 horas
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