Zilia anuncia R$ 1 bilhão em investimentos e amplia fábrica de semicondutores em Atibaia

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A Zilia Technologies anunciou, em 1º de dezembro, um novo ciclo de investimentos que ultrapassa R$ 1 bilhão até 2030 em sua unidade de Atibaia (SP). O montante será destinado à ampliação da capacidade industrial e a projetos de pesquisa e desenvolvimento, com foco em tecnologias voltadas a inteligência artificial e data centers.

A empresa, especializada em encapsulamento e testes de circuitos integrados de memória, prevê a expansão da área fabril em 2.500 m² no próximo ano, elevando o total para 23 mil m². Também está em andamento a execução de 80% do investimento de R$ 675 milhões anunciado em junho de 2024, com conclusão prevista para os próximos meses.

O anúncio foi feito durante evento de comemoração pelos 20 anos da empresa em Atibaia, com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais.

Produção nacional e marco regulatório

Fundada em 2005, a Zilia foi responsável por reativar a produção de chips no Brasil após anos de interrupção. Em 2011, tornou-se a primeira empresa a operar integralmente dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS), instituído pelo governo federal em 2007.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), o setor deve ultrapassar US$ 1 bilhão em faturamento em 2025. Atualmente, cerca de 20 empresas utilizam os benefícios do PADIS.

A Zilia também colaborou para a criação do primeiro centro de prototipagem e testes de semicondutores do país, instalado no Instituto Eldorado, em Campinas (SP), e mantém operação complementar em Manaus desde 2021.

Expansão de pessoal e novas frentes tecnológicas

O número de colaboradores cresceu 28% desde dezembro de 2023, alcançando 700 profissionais. A meta da empresa é contratar cerca de 100 novos funcionários por ano até o final da década.

Entre as novas linhas de atuação previstas estão memórias de alta performance, como HBM, e SSDs corporativos, ambos considerados estratégicos para aplicações de inteligência artificial. A empresa também avalia as oportunidades geradas pelo programa ReData, que poderá incentivar a produção local de servidores e memórias, caso inclua contrapartidas industriais. (Com assessoria de imprensa)

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