As áreas de Segurança Cibernética, Internet das Coisas (IoT) e desenvolvimento de pequenos satélites têm ganhado cada vez mais destaque no cenário tecnológico. Essas frentes representam oportunidades concretas de inovação, impacto social e avanço científico no campo da Engenharia.
Nesse contexto, as competições acadêmicas, como hackathons, desafios de CTF (Capture the Flag) e olimpíadas tecnológicas, assumem um papel estratégico na formação dos estudantes, funcionando como verdadeiros laboratórios vivos. As diversas modalidades de competição permitem que o aluno teste seus conhecimentos, descubra novas áreas de interesse e vivencie situações muito próximas às que enfrentará no mercado de trabalho em Telecomunicações.
Em sala de aula, o estudante domina fundamentos como protocolos de comunicação, redes, sistemas embarcados, antenas, eletrônica, programação e modelagem matemática. No entanto, é nas competições que esses conceitos ganham vida. Em um CTF de segurança cibernética, por exemplo, o estudante aplica fundamentos de redes, criptografia, análise de vulnerabilidades e programação em um ambiente realista e dinâmico.
Em desafios de IoT, coloca em prática desde a prototipação eletrônica até a comunicação sem fio e a segurança dos dispositivos. Já em competições de pequenos satélites, como os cubesats, aplica conhecimentos em RF, telemetria, energia, controle térmico e integração de sistemas. Ao participar desses eventos, o aluno passa a enxergar como todos os conteúdos do curso se conectam, desenvolvendo habilidades que vão muito além da sala de aula.
No Inatel, os estudantes de Engenharia de Telecomunicações são estimulados a participar de equipes competitivas vinculadas aos três Laboratórios Temáticos da instituição.
- No Laboratório de Segurança Cibernética e IA, o time Duckware representa o Inatel em CTFs nacionais e internacionais, com apoio direto de professores e especialistas do CxSC Telecom, ampliando a preparação dos alunos e sua inserção em estágios e oportunidades profissionais.
- No CTIoT, o IoT Team enfrenta desafios reais de Internet das Coisas em diversas verticais, vivenciando a engenharia de forma prática e aplicada.
- Já no RadioCom Lab, o CubeSat Design Team atua em competições de pequenos satélites e é bicampeão da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSat), consolidando a tradição do Inatel em projetos de engenharia avançada
Hard skills, soft skills e estímulo à inovação
Um ponto fundamental nas competições é o estímulo de habilidades altamente valorizadas pelo mercado: comunicação, liderança, colaboração, resiliência, pensamento crítico e gestão de tempo. Um time que participa de uma competição de satélites, por exemplo, precisa lidar com prazos rígidos, documentação técnica, divisão de responsabilidades, problemas inesperados e testes exaustivos.
Nas competições de IoT e segurança, a pressão do tempo, a necessidade de raciocínio rápido e a resolução criativa de problemas contribuem para formar profissionais mais seguros e preparados para os diferentes desafios do mercado de trabalho. Outro benefício essencial é o despertar da curiosidade científica. Ao resolver desafios inéditos, experimentar ferramentas avançadas e interagir com estudantes e profissionais de diferentes áreas, o aluno aprende a buscar soluções inovadoras e a se atualizar continuamente.
Essas experiências também incentivam a iniciação científica, o empreendedorismo e a criação de novos projetos. Muitos trabalhos de conclusão de curso, startups e linhas de pesquisa surgem justamente de ideias inicialmente exploradas em competições acadêmicas. Nesse ambiente, destacam-se ainda iniciativas que evoluem para pedidos de patente, evidenciando a riqueza e complexidade desse ecossistema.
Participar de competições também reforça o senso de comunidade. Os estudantes passam a integrar grupos de estudo, equipes multidisciplinares e laboratórios, fortalecendo vínculos entre colegas, professores e profissionais do setor. Além disso, o networking proporcionado por esses eventos costuma abrir portas para estágios, projetos de pesquisa, bolsas, empregos e até convites para representar a instituição em eventos nacionais e internacionais.
Competições como catalisadoras de crescimento
No curso de Engenharia de Telecomunicações do Inatel, as competições acadêmicas são muito mais do que atividades extracurriculares. Elas atuam como catalisadoras do crescimento técnico, intelectual e pessoal dos estudantes.
São oportunidades reais de colocar a mão na massa, explorar novas fronteiras tecnológicas e desenvolver competências amplas, da eletrônica e programação à comunicação e colaboração, sempre com apoio e infraestrutura de laboratórios de excelência. Ao enfrentar esses desafios, o estudante se torna protagonista do próprio aprendizado, descobre seu potencial e fortalece sua trajetória profissional como Engenheiro de Telecomunicações.
* Sobre os autores – Marcelo Marques é coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações e presidente da Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (Finatel), mantenedora do Inatel. Evandro Vilas Boas é professor do curso de Engenharia de Telecomunicações, integra o Centro de Segurança Cibernética (CxSC) do Inatel e coordena os Labs Temáticos de Telecomunicações (CS&I, CTIoT e RadioCom Labs). As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a visão de TELETIME.
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há 2 meses
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