AMD oficializa Ryzen AI MAX 400 âGorgon Haloâ com memória de até 192 GB e revela preço do mini PC AI Halo

há 1 dia 12

Após uma série de especulações e vazamentos, a AMD anunciou oficialmente nesta quarta-feira (20) a nova família de processadores Ryzen AI MAX 400, conhecida pelo codinome âGorgon Haloâ. Trata-se de uma atualização dos chips de alto desempenho voltados para notebooks e mini PCs, que se destacam pela potente GPU integrada. A nova geração traz evoluções pontuais, com foco em aumento de memória e clocks mais elevados. Além disso, a empresa finalmente divulgou todos os detalhes e o preço do Ryzen AI Halo, um computador compacto focado em inteligência artificial que promete concorrer diretamente com o DGX Spark, da NVIDIA.

Sucessora da linha Strix Halo, que surpreendeu o mercado ao oferecer gráficos integrados com desempenho próximo ao de uma RTX 4060 de desktop, a nova série Ryzen AI MAX 400 chega com um direcionamento mais corporativo e voltado para aplicações de IA. Inicialmente, os modelos serão lançados na variante PRO, que conta com recursos avançados de gerenciamento e segurança.

Em termos de especificações, as mudanças em relação à geração anterior são modestas. Os chips continuam com até 16 núcleos e 32 threads baseados na microarquitetura Zen 5, além de até 80 MB de cache total. As GPUs integradas seguem sendo as Radeon 8065S, com 40 unidades computacionais (CUs), e a Radeon 8050S, com 32 CUs, ambas ainda baseadas na arquitetura RDNA 3.5.

O grande destaque fica por conta do modelo topo de linha, o Ryzen AI MAX+ PRO 495. Comparado ao antecessor Ryzen AI MAX+ 395, ele oferece clocks 100 MHz mais altos tanto na CPU (atingindo 5,2 GHz) quanto na GPU (chegando a 3,0 GHz). A NPU dedicada para inteligência artificial também foi incrementada, saltando de 50 TOPS para 55 TOPS de capacidade de processamento.

O avanço mais significativo e presente em toda a linha é o aumento da capacidade de memória unificada. O limite máximo subiu de 128 GB para impressionantes 192 GB â um incremento de 50%. Mais importante ainda: agora é possível alocar até 160 GB exclusivamente para a GPU, o que abre novas possibilidades para cargas de trabalho pesadas.

Com essa capacidade expandida, a AMD afirma que esses são os primeiros processadores x86 para consumidores capazes de rodar modelos de inteligência artificial com mais de 300 bilhões de parâmetros localmente. O foco da empresa está justamente em projetos de IA e na criação de conteúdo multimídia complexo.

Além dos novos chips, a AMD revelou todos os detalhes do Ryzen AI Halo, um mini PC anunciado originalmente na CES 2026, em janeiro, e que chega para brigar com o DGX Spark da NVIDIA. A máquina utiliza um processador da família Ryzen AI MAX 300 como um de seus principais atrativos.

Segundo a AMD, desenvolvedores estão lidando com modelos cada vez mais complexos e exigentes, e ainda existem pontos de atrito que tornam o uso incômodo, como a demora na configuração e problemas com atualizações. O Ryzen AI Halo busca resolver esses problemas atuando em três pilares: um software especializado para desenvolvedores, com um hub que facilita a configuração; acessibilidade, com tutoriais via AMD Playbooks e suporte do AMD AI Developer Program para programadores de diferentes níveis; e a capacidade de executar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente.

O dispositivo vem equipado com o processador AMD Ryzen AI MAX+ 395, 128 GB de memória unificada LPDDR5X a 8.000 MT/s, 2 TB de SSD PCIe 4.0 e TDP de 120 W. As conexões incluem Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4, HDMI 2.1b, quatro portas USB-C e uma porta Ethernet de 10 Gbps. O usuário pode escolher entre Windows 11 e Linux como sistema operacional. Tudo isso em um gabinete compacto de apenas 150 x 150 x 43,2 mm e pouco mais de 1 kg.

A AMD não poupou comparações com o DGX Spark, destacando três possíveis vantagens: a arquitetura x86 (contra a ARM do concorrente), o limite superior de memória unificada e o suporte nativo ao Windows, além do Linux. A empresa afirma que o Ryzen AI Halo pode superar o computador da NVIDIA em até 14% em cenários específicos, como ao executar o modelo GLM 4.7 Flash, e entrega melhor relação desempenho por dólar por ser consideravelmente mais barato.

No entanto, é importante lembrar que o DGX Spark também tem seus trunfos, como o suporte nativo a CUDA e a placa de rede ConnectX-7, que garante taxas de transferência de até 400 Gb/s e funcionalidades de nível de datacenter. Testes independentes ainda são necessários para determinar qual solução realmente sai na frente.

O mini PC também foi comparado ao Mac Mini com Apple M4 Pro, outra alternativa que vem ganhando espaço. A AMD alega que o Ryzen AI Halo vence pela flexibilidade de sistema operacional e por ser até quatro vezes mais rápido em cargas de trabalho baseadas em PyTorch.

Com esse lançamento, a gigante dos chips quer atender profissionais de áudio, modeladores 3D e desenvolvedores que desejam usar agentes de IA localmente, contornando os altos custos e as limitações de consumo de tokens dos modelos rodando na nuvem.

Em relação à disponibilidade, a AMD ainda não revelou quando os primeiros computadores com os processadores Ryzen AI MAX 400 chegarão ao mercado, mas é provável que tenhamos novidades durante a participação da empresa na Computex 2026, marcada para o início de junho.

Já o mini PC Ryzen AI Halo com o Ryzen AI MAX+ 395 entra em pré-venda também em junho, com preço inicial de US$ 3.999 (cerca de R$ 20 mil em conversão direta). Uma versão atualizada com o Ryzen AI MAX+ PRO 495 está prevista para ser lançada em breve.