Ameaça invisível: ataques DDoS contra bancos crescem 738% e APIs se tornam alvo predileto de hackers

há 18 horas 76

O sistema financeiro global virou o grande alvo dos cibercriminosos. Um estudo recente da Akamai, intitulado "AI-Empowered Botnets and API Visibility Gaps", mostra que os ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) estão mirando cada vez mais bancos, sistemas de pagamento e aplicações críticas. A pesquisa revela que grupos hacktivistas pró-Irã e robôs reforçados por inteligência artificial estão usando essas táticas para derrubar plataformas financeiras inteiras.

O tempo médio de cada ataque DDoS direcionado ao setor bancário disparou 738% em relação a 2024. Esse aumento expressivo é impulsionado por estruturas de ataque que utilizam IA para prolongar e tornar mais complexas as investidas. "Cibercriminosos e hacktivistas seguem transformando o DDoS em uma ameaça constante, e os serviços financeiros continuam sendo o alvo favorito", alerta Steve Winterfeld, CISO consultivo da Akamai.

APIs na linha de frente e ransomware atinge 80% das instituições

Entre os líderes de serviços financeiros ouvidos na pesquisa, 96% relataram pelo menos um incidente envolvendo segurança de APIs nos últimos 12 meses — o maior índice entre todos os setores analisados. Em 2025, 60% de todos os ataques web e 83% das ofensivas contra endpoints de APIs tiveram bancos como alvo.

Quase 80% das instituições financeiras sofreram ataques de ransomware nos últimos dois anos, mas menos da metade delas adotou tecnologias avançadas de proteção. A atividade de bots sofisticados cresceu 147% no final de 2025. Em um estudo de caso, 96% de todo o tráfego de sites foi identificado como bots maliciosos voltados à raspagem de dados.

Mapa regional das ameaças

As táticas variam conforme a região do globo: na Europa, Oriente Médio e África, o alvo principal são ataques DDoS nas camadas 3 e 4 (62%); na Ásia-Pacífico, predominam os ataques DDoS na camada 7 (52%); já na América do Norte, a maioria das investidas ocorre diretamente contra aplicações web (44%). O relatório também destaca que a inteligência artificial, em vez de reduzir os riscos de segurança tradicionais, acaba potencializando-os.