Um fato histórico e emblemático para o novo momento do mercado de TV por assinatura aconteceu em novembro, resultado de uma mudança na estratégia tecnológica, empacotamento, abordagem comercial e do combate à pirataria. Pela primeira vez em sete anos de perda de base, a Claro, a maior operadora de serviços de TV do Brasil, voltou a registrar crescimento líquido no número de assinantes de TV.
Segundo apurou este noticiário, foi um aumento significativo, de algumas dezenas de milhares de clientes, somando todas as tecnologias do Claro TV+, o que significa que a erosão dos serviços tradicionais prestados no modelo do SeAC já está sendo mais do que compensada pelo novo modelo, que combina a distribuição pela Internet e o empacotamento dos canais lineares com as plataformas de streaming.
Desde o começo do ano a Claro já havia coseguido estabilizar as receitas com o serviço de TV e chegado à marca de 1,2 milhão de usuários no modelo OTT, mas agora a empresa acredita estar entrando em um novo ciclo positivo de crescimento. Ou seja, mais clientes estão aderindo ao modelo do Claro TV+ do que estão abandonando o serviço tradicional de TV.
A se confirmar a tendência nos próximos meses, a mudança de direção da curva pode significar o fim da era do chamado "cord cutting", que marcou o mercado de TV por assinatura na última década e fez a base de clientes dos serviços tradicionais cair pela metade desde 2014, com a forte ascenção dos serviços de streaming avulsos e da pirataria.
A Claro chegou a ter uma leve recuperação na base de TV paga em maio de 2018, mas depois, como todo o mercado, seguiu a trajetória de perda de base. O Claro TV+ foi o ponto de virada, com uma nova abordagem de empacotamentos, comercial e tecnológica, que passou a abraçar a oferta de streaming e a utilizar a banda larga como meio de distribuição.
Novo momento
Os fatores que contribuem para o novo momento são, em primeiro lugar, o modelo desenvolvido pela Claro, de vender, por um preço competitivo, os conteúdos lineares empacotados com as principais plataformas de streaming (Netflix, Globoplay, Prime Video, Disney, HBO Max e Apple TV). Além do conteúdo, o produto foi reinventado, com uma plataforma de navegação e recomendação de conteúdos integrada. Além da venda do serviço com um dispositivo próprio (o Claro Box), a operadora passou a oferecer também o modelo de distribuição por aplicativo.
Também contribuiu para a recuperação do mercado de TV a intensificação das ações de combate à pirataria e o encarecimento das assinaturas individuais dos serviços de streaming, o que tornou a venda de serviços avulsos menos vantajosa.
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há 1 mês
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