A trajetória recente do 5G no Brasil e no mundo, conforme retratada pelas reportagens do IPNews em 2025, revela um movimento contínuo de amadurecimento tecnológico, no qual a discussão deixa de ser apenas sobre cobertura e passa a envolver modelos de negócio, novas aplicações, arquitetura de rede e impacto estrutural na conectividade global.
O ponto de partida dessa linha do tempo está no cumprimento integral das metas regulatórias do 5G no Brasil. Três anos após o início da operação comercial, o país alcançou 100% dos compromissos previstos no edital, consolidando uma rede que já cobre mais de 2 mil cidades e atinge cerca de 70% da população — um avanço antecipado em ritmo superior ao projetado originalmente. Isso é detalhado nas reportagens 5G completa três anos no Brasil com 100% de metas cumpridas, 5G chega a mais de 2 mil cidades e avança em ritmo acima do previsto e 5G alcança 70% da população, que juntos demonstram o êxito da implementação do 5G e seu impacto inicial.
Com a cobertura básica assegurada, o foco das discussões começa a se deslocar. A expansão geográfica deixa de ser o único indicador relevante, abrindo espaço para o debate sobre qualidade, capacidade e usos do 5G. É nesse contexto que surge o 5G FWA, que mostra como soluções de Fixed Wireless Access podem levar conectividade de alta velocidade a localidades tradicionalmente desassistidas, revelando o potencial do 5G como ferramenta de inclusão digital e política pública.
Paralelamente, a cobertura crescente cria as condições para a diversificação das aplicações. A reportagem 5G para IoT: RedCap deve atingir 700 milhões de conexões até 2030 destaca projeções de crescimento para dispositivos conectados via IoT, indicando que o 5G está se consolidando como base para ecossistemas industriais, logísticos e urbanos, e não apenas como suporte para comunicação de smartphones.
Esse movimento se conecta diretamente ao crescimento das redes privativas 4G e 5G, reforçado pela matéria Agora Distribuidora anuncia parceria com a Radtonics e reforça atuação em redes privativas 4G/5G. Essa reportagem mostra como empresas estão usando 5G em modelos dedicados para automação, controle de processos e operações críticas, sinalizando uma transição para infraestrutura estratégica empresarial.
À medida que essas aplicações avançam, surge uma nova camada de complexidade: a necessidade de infraestrutura de nuvem e inteligência na rede. A matéria Infraestrutura de nuvem para operadoras deve movimentar US$ 56 bilhões até 2030 aponta que o crescimento das redes 5G está diretamente associado ao desenvolvimento de plataformas de nuvem, orquestração e serviços virtualizados, indicando que conectividade e processamento de dados são cada vez mais inseparáveis.
Esse cenário prepara o terreno para a próxima fase destacada: a transição para o 5G Advanced. A reportagem 6 tendências impulsionadas pelo 5G Advanced, segundo a Huawei, juntamente com AI-RAN, 5G Advanced e Direct-to-Device vão redefinir a conectividade global em 2026, aponta Juniper, mostra que a indústria já projeta as próximas evoluções da tecnologia — envolvendo inteligência artificial na rede, novos dispositivos conectados diretamente à rede e arquiteturas mais eficientes.
No plano global, o avanço não ocorre de forma homogênea. A matéria Conectividade global cresce de forma desigual e pressiona modelos de banda larga e mobilidade, aponta UIT destaca que, mesmo com avanços tecnológicos, persiste uma desigualdade de conectividade entre países e regiões, pressionando modelos tradicionais de banda larga e impulsionando uma reconfiguração das estratégias de mobilidade e infraestrutura digital.
O que une todas essas reportagens é a narrativa de transição: o 5G passa da fase de cobertura para uma de sofisticação tecnológica e diversificação de uso, impulsionando inclusão digital, novas aplicações industriais, transformação de modelos de negócio e preparando o terreno para o 5G Advanced e além.
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há 2 semanas
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