iPhone Ultra: Apple avança em testes com dobradiça pioneira de metal líquido

há 1 semana 7

O desenvolvimento do primeiro smartphone dobrável da Apple entrou em uma etapa decisiva de viabilidade comercial. Unidades de teste do suposto "iPhone Ultra" dobrável já foram enviadas para operadoras de telefonia ao redor do mundo, sinalizando que o dispositivo alcançou o estágio de certificação de rede e compatibilidade global necessário antes de qualquer lançamento oficial.

A distribuição desses protótipos acompanha novas informações de bastidores publicadas pelo informante Fixed Focus Digital na rede social Weibo. Segundo a fonte, o cronograma do projeto avança de forma acelerada, impulsionado pela consolidação de escolhas estruturais importantes, como a adoção de um sistema de resfriamento por câmara de vapor e uma nova engenharia para a tela flexível.

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O grande destaque do ecossistema de componentes do aparelho fica por conta da dobradiça mecânica, que utilizará uma liga de metal líquido para garantir durabilidade extrema. A escolha do material resolve o impasse relatado anteriormente pelo leaker Instant Digital, que apontava falhas graves nos testes de estresse mecânico de alta frequência da Apple, onde os mecanismos padrão não atingiam os critérios de qualidade da marca.

O metal líquido consiste em uma liga de estrutura amorfa que entrega uma relação entre resistência e peso muito superior à dos materiais convencionais, além de alta tolerância ao desgaste e à corrosão. O uso de uma dobradiça flexível representa um enorme desafio de escala industrial para a gigante de Cupertino, que passará a exigir que o componente suporte centenas de milhares de movimentos de abertura e fechamento ao longo da vida útil.

A relação da Apple com essa tecnologia é antiga e remonta a um acordo de licenciamento exclusivo firmado com a Liquidmetal Technologies em 2010. Desde então, a fabricante restringia o uso da liga amorfa a componentes minúsculos, como a ferramenta de ejeção da gaveta do chip SIM, justamente pela dificuldade histórica de moldar o material em peças estruturais volumosas.

O cenário começou a mudar quando o analista Ming-Chi Kuo antecipou a presença do material no dobrável, apontando a empresa Dongguan EonTec como fornecedora exclusiva da liga. Embora relatórios subsequentes indicassem que a Apple ainda balançava entre o metal líquido e o uso de titânio impresso em 3D, o envio dos protótipos atuais às operadoras sugere que a liga amorfa foi a escolha definitiva.

A movimentação de hardware na cadeia logística reforça as previsões de mercado sobre a janela de lançamento do produto. Conforme dados publicados previamente pela DigiTimes, a produção em massa do chassi e dos componentes internos está agendada para começar em julho, preparando o terreno para o cronograma tradicional da empresa.

As especificações preliminares de hardware indicam que o modelo será equipado com o futuro processador Apple A20 e trará o modem de conectividade C2 de última geração. Na contramão dos modelos tradicionais da marca, a engenharia interna deve apostar no retorno do leitor biométrico Touch ID em substituição ao Face ID, além de um arranjo de câmera dupla na traseira. O preço sugerido para a categoria de luxo deve orbitar a faixa dos US$ 2.000 (aprox. R$ 10.000).

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